Produtor cultural perde R$ 27.998 em golpe de falso advogado com audiência online forjada em Campo Grande

A Polícia Civil de Campo Grande registrou uma ocorrência de fraude virtual que resultou em um prejuízo de R$ 27.998 para um produtor cultural, de 65 anos. O incidente ocorreu na manhã da última segunda-feira, dia 31 de agosto, no bairro Carandá Bosque, e envolveu uma elaborada tática de enganação onde criminosos se fizeram passar por advogados e autoridades judiciais para simular uma falsa audiência online.

A Operação Criminosa: Engenharia Social e Falsa Audiência Virtual

A dinâmica da fraude teve início por volta das 9h50, quando a vítima foi contatada via WhatsApp por um número desconhecido. O remetente da mensagem apresentou-se de forma fraudulenta como o advogado do produtor cultural, estabelecendo o primeiro contato para a execução do golpe. Esta abordagem inicial visava construir uma relação de confiança e credibilidade para a etapa subsequente da estratégia criminosa.

Na sequência, o golpista convidou o produtor cultural a participar de uma suposta audiência virtual. Para conferir veracidade à encenação, os criminosos mencionaram a presença de um juiz e um promotor, utilizando o pretexto de que a vítima receberia uma indenização. Durante essa chamada online, os envolvidos na fraude, utilizando-se de técnicas de engenharia social, conseguiram acesso direto à conta bancária da vítima.

Previamente à suposta audiência, os golpistas já haviam solicitado e obtido os dados da agência e da conta bancária do produtor cultural. Com estas informações em mãos e o acesso estabelecido, a execução do desvio de valores foi concretizada durante o próprio contato virtual, evidenciando a sofisticação da operação criminosa.

Desfecho e Acionamento Policial: O registro da Fraude

Após obter o controle ou acesso aos dados bancários da vítima, os criminosos realizaram duas transferências financeiras utilizando o sistema Pix. A primeira transação totalizou R$ 19.999, sendo creditada na conta de uma mulher. Pouco depois, uma segunda transferência, no valor de R$ 7.999, foi efetuada para a conta de um homem, somando o prejuízo de R$ 27.998.

A fraude foi interrompida no momento em que a vítima começou a questionar a situação, percebendo incongruências e manifestando desconfiança. Diante da evidência de ter sido enganado, o produtor cultural procurou imediatamente a Polícia Civil para registrar a ocorrência. O caso foi formalizado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, em Campo Grande, onde a vítima expressou formalmente o interesse em representar criminalmente contra todos os envolvidos na ação golpista.

O registro da ocorrência na Polícia Civil é o passo inicial para a apuração dos fatos e a identificação dos autores da fraude. A atuação da instituição é fundamental para que casos de golpes virtuais, que exploram a confiança e manipulam dados pessoais, possam ser devidamente investigados, buscando responsabilizar os criminosos e proteger a sociedade de esquemas semelhantes.

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