# Forças de segurança localizam três aeronaves roubadas de aeroclube de Aquidauana em hangar boliviano

As forças de segurança obtiveram um resultado operacional significativo ao localizar três aeronaves subtraídas do aeroclube de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul. Os veículos foram encontrados em um hangar no aeródromo Mondaca (La Cruceña), na cidade de Cotoca, departamento de Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, avançando nas investigações sobre a complexa estrutura criminosa.

As aeronaves recuperadas incluem uma Bonanza V35B (matrícula PT-ING) e duas Sky Lane (matrículas PT-KDI e PT-DST). O hangar de localização faz parte de um complexo de custódia judicial vinculado a crimes de narcotráfico, conforme apuração do site Midiamax. Este fato reforça a suspeita de que a quadrilha responsável pelo roubo possuía integrantes bolivianos, sinalizando uma ação de caráter transnacional.

Para prosseguir com as investigações, policiais civis do DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) se deslocarão ao país vizinho. A missão é aprofundar a coleta de informações e articular a cooperação internacional, visando desvendar todos os detalhes e identificar os responsáveis pela ação criminosa.

Histórico do Roubo e a Estratégia da Quadrilha

Em 2021, o roubo das aeronaves no aeroclube de Aquidauana evidenciou a organização criminosa. Um grupo de dezoito assaltantes, encapuzados, fortemente armados e com luvas, invadiu o local. Eles renderam o vigia e seus dois filhos, que foram amarrados com lacres próximo ao tanque de combustível enquanto os aviões eram abastecidos para a fuga.

A invasão ao hangar ocorreu pelos fundos, na vila 40. Na evasão, os envolvidos, que falavam com sotaque espanhol mas incluíam brasileiros, deixaram ferramentas para trás. Na época, a polícia já apontava o destino das aeronaves para o tráfico de drogas na Bolívia, com envolvimento de facções criminosas. A FAB (Força Aérea Brasileira) emitiu um alerta nacional após o incidente.

Conexões com o Crime Organizado e Ações de Justiça

A investigação do roubo apontou Laudelino Ferreira Vieira como líder da quadrilha. Laudelino é considerado uma das principais lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), e sua participação destaca a organização do crime. Atualmente, ele está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, Rondônia, cumprindo pena total de 95 anos, 3 meses e 4 dias de prisão.

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um habeas corpus para transferência de Laudelino para Mato Grosso do Sul, mantendo-o sob custódia federal. A localização das aeronaves reforça a linha investigativa que associa o roubo ao narcotráfico e ao crime organizado, evidenciando a relevância do trabalho técnico das forças de segurança na desarticulação dessas estruturas.

Acompanhe o Plantão 190 Brasil para mais informações sobre operações, prisões, apreensões e ações que fortalecem a segurança pública em todo o país. #Força&Honra

Compartilhe