A resposta célere das forças de segurança resultou na prisão de Luiz André Amorim Freitas, 35 anos, apontado como o autor do brutal espancamento que culminou na morte de Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, em um beco do bairro Tiradentes, em Campo Grande. Horas após o crime, ocorrido neste domingo, 09 de agosto, o indivíduo foi localizado por uma equipe do Batalhão de Choque e, em interrogatório à Polícia Civil, confessou ter utilizado uma pedra para golpear a vítima. A ação coordenada foi crucial para a elucidação do caso.
Durante o depoimento, Luiz André relatou que estava ingerindo bebidas alcoólicas e, ao retornar de uma compra, deparou-se com Gilmar e outro homem em uma briga. Ele interveio, juntando-se à agressão. Após Gilmar cair no chão e os demais envolvidos se afastarem, Luiz André avistou uma pedra e a empregou para atingir a vítima repetidamente na cabeça. Questionado sobre a intensidade dos golpes, o autor confessou ter atingido Gilmar ‘umas seis ou cinco‘ vezes.
Segundo o relato de Luiz André, o outro homem e um adolescente, de 17 anos, que participavam da ocorrência, limitaram-se às agressões físicas. Após os golpes, Luiz André deixou o local, afirmando ter visto uma pessoa auxiliar o outro homem que acompanhava Gilmar.
Detalhes da Operação e Evidências Coletadas
A captura de Luiz André ocorreu por volta das 17 horas do domingo, na Rua do Pandeiro, no bairro Tiradentes. Equipes do Batalhão de Choque agiram com base em informações de moradores, que indicaram o endereço. Durante a abordagem, Luiz André teria relatado espontaneamente sua participação no crime, indicando um terreno baldio como local de descarte da pedra utilizada. A pedra, no entanto, não foi encontrada pelos militares.
No momento da prisão, o autor vestia a mesma roupa usada durante as agressões, e uma mancha de sangue foi constatada na perna esquerda de sua calça, elemento que fortalece a investigação.
Agressão a Segunda Vítima e Histórico Criminal
Além de Gilmar Francisco Joaquim, um homem de 34 anos também foi violentamente agredido no mesmo ataque. Com ferimentos graves, ele conseguiu fugir do beco e buscar ajuda. Encaminhado à Santa Casa com múltiplas lesões no rosto e na cabeça, permanecia internado sem condições de falar sobre os fatos no momento do registro.
Luiz André Amorim Freitas possui um extenso histórico criminal. Desde a adolescência, registros da Vara da Infância e da Adolescência apontam atos infracionais por tráfico de drogas, furto qualificado, roubo majorado, tentativa de homicídio, dano, contravenção e posse ilegal de arma. Como adulto, foi condenado por tráfico de drogas em 2019 (pena de 5 anos de reclusão) e preso por furto qualificado em 2022, com sentença em junho de 2023 (pena de 2 anos, 8 meses e 20 dias).
Com uma pena total acumulada de 7 anos, 8 meses e 20 dias, Luiz André estava em regime semiaberto e tinha livramento condicional previsto para abril de 2025, com término da pena em março de 2027. Sua prisão por este novo e grave crime interrompe o cumprimento de sua pena, reforçando a atuação das forças de segurança na manutenção da ordem e justiça.
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