Policial penal é preso em Campo Grande após investigação de tráfico de drogas em unidade prisional

Em uma operação de inteligência e ação tática que sublinha o compromisso das forças de segurança com a integridade do sistema prisional, um policial penal de 42 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 16 de julho, em Campo Grande. A detenção, realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), faz parte de uma investigação aprofundada que apura o envolvimento do servidor com atividades de tráfico de drogas.

A investigação teve início em agosto do ano passado, a partir de uma iniciativa interna. Policiais penais da própria unidade prisional, em um trabalho de fiscalização e controle, identificaram irregularidades e localizaram materiais suspeitos. Essa ação proativa da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) foi fundamental para deflagrar o processo investigativo que culminou na prisão.

Ação Operacional e Apreensões Significativas

O desdobramento da apuração revelou o alcance das atividades ilícitas. Em um armário localizado dentro da unidade prisional, as equipes apreenderam 4,4 quilos de maconha e 1 quilo de cocaína, substâncias que teriam como destino a rede de distribuição interna. Além dos entorpecentes, a fiscalização também recuperou 24 carregadores de celular, uma balança de precisão e um caderno com anotações manuscritas. Este caderno, contendo registros detalhados, foi imediatamente integrado ao conjunto de provas, fornecendo elementos cruciais para a vinculação das evidências ao investigado.

A partir da identificação da irregularidade pelos policiais penais, a Agepen adotou todas as providências administrativas e legais cabíveis. Este trabalho técnico e metódico produziu as provas necessárias, incluindo exames periciais que confirmaram a ligação da droga apreendida ao servidor investigado, subsidiando a responsabilização criminal e a emissão do mandado de prisão preventiva cumprido pela DENAR.

Compromisso com a Integridade e Tolerância Zero

Em nota oficial, a Agepen reafirmou seu posicionamento institucional diante dos fatos. A agência destacou que a prisão preventiva ocorreu após a conclusão de procedimentos investigativos rigorosos, que atestaram a vinculação do servidor aos materiais ilícitos. A instituição enfatizou a existência de mecanismos permanentes de fiscalização, controle interno e investigação, que operam de forma técnica e independente para apurar qualquer tipo de irregularidade. A política de “tolerância zero” com condutas ilícitas é um pilar da agência, que ressalta que casos isolados não refletem a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, formada por servidores que desempenham suas funções com responsabilidade e compromisso com a segurança pública.

A defesa do policial penal informou ao site Campo Grande News que ainda não teve acesso integral aos autos, que tramitam sob segredo de Justiça. O advogado declarou que solicitará a revogação da prisão preventiva durante a audiência de custódia, argumentando que o policial penal é réu primário, possui residência fixa e colaborou com as investigações desde o princípio.

A ação conjunta da Agepen e da DENAR reforça a eficiência operacional das forças de segurança no combate ao crime organizado, especialmente quando infiltrado em instituições. O trabalho investigativo e a apreensão de grande quantidade de entorpecentes e materiais ilícitos representam um impacto direto na rede de tráfico e um benefício concreto para a segurança da população.

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