Policial civil é afastado de funções após se tornar réu por furto qualificado em delegacia de Sidrolândia

Um policial civil, anteriormente lotado em Campo Grande, foi formalmente afastado de suas funções. A medida, publicada no Diário Oficial na quinta-feira, 2 de julho, decorre de uma denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) por furto qualificado. O servidor é um dos três indivíduos que se tornaram réus em um caso envolvendo o furto de pneus do pátio da Delegacia de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.

O afastamento compulsório, assinado pelo corregedor Clever Fante, atende a um pedido do MPMS. A decisão judicial que tornou o policial e outros dois envolvidos réus foi o catalisador para a portaria administrativa, reforçando o rigor das instituições de segurança e justiça na apuração de condutas que comprometam a integridade pública.

Ação da Polícia Militar flagra furto em pátio anexo à delegacia

O incidente que desencadeou as investigações ocorreu na noite de 28 de maio. A 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (8ª CIPM) foi acionada para verificar um possível furto no pátio de veículos apreendidos, que fica anexo ao prédio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Conforme o boletim de ocorrência, o vigilante do Detran ouviu diversos disparos no local e prontamente abriu o acesso para a entrada dos policiais militares. Durante a ação operacional, a equipe da 8ª CIPM flagrou dois indivíduos, de 42 e 44 anos, em processo de troca de pneus novos por usados. Naquele momento, as evidências já apontavam para a possível participação de um policial no esquema.

Corregedoria e Ministério Público atuam nos desdobramentos

No dia seguinte ao flagrante, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para uma investigação aprofundada sobre a conduta do agente envolvido. O corregedor Clever Fante, à época, afirmou o compromisso com a apuração, destacando a necessidade de lastro para adoção de medidas administrativas e criminais.

No mês seguinte, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ofereceu a denúncia contra o trio pelos crimes de furto qualificado, cometido em concurso de agentes e com abuso de confiança. Simultaneamente, o MPMS pleiteou à Justiça a aplicação da medida cautelar de suspensão do exercício da função pública em desfavor do policial investigado. A denúncia foi acolhida, resultando na condição de réus para o policial e os outros dois indivíduos. Os homens que haviam sido presos em flagrante foram posteriormente soltos na quarta-feira, 1º de julho.

Afastamento compulsório e protocolo de segurança

A portaria que determina o afastamento do policial foi formalmente publicada, configurando uma suspensão compulsória do exercício de suas atividades. Além da interrupção das funções, foram determinadas medidas protocolares de segurança, que incluem o recolhimento da arma, da carteira funcional e de demais pertences institucionais. Adicionalmente, foi suspensa a totalidade de senhas e logins de acesso aos bancos de dados da Polícia Civil, assegurando a integridade e a segurança das informações operacionais.

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