A Polícia Militar de Campo Grande foi mobilizada na tarde desta segunda-feira, 07 de setembro, para atender a uma ocorrência de ataque a tiros na rua Valinhos, localizada na Ocupação Homex, região do Bairro Paulo Coelho Machado. Um jovem de 18 anos foi alvejado na coxa esquerda, desencadeando a imediata resposta das forças de segurança para o levantamento inicial dos fatos e a coleta de informações que subsidiarão a investigação.
Detalhes do ataque e o drama da vítima
O incidente ocorreu quando a vítima, identificada como Matheus, estava em frente à residência de sua avó, acompanhado por um conhecido. Relatos indicam que dois indivíduos, com os rostos cobertos por capuzes, aproximaram-se em uma motocicleta e efetuaram aproximadamente seis disparos contra a dupla. Matheus foi atingido e buscou refúgio correndo para o interior da casa. O homem que o acompanhava, conforme apurado, conseguiu escapar da ação criminosa pulando muros de residências vizinhas. Os atiradores, por sua vez, fugiram do local após ouvirem os gritos de populares que testemunharam a cena.
À polícia, Matheus declarou não reconhecer os autores do ataque e afirmou não possuir desavenças. Contudo, a vítima levantou a hipótese de que o alvo principal da ação seria o conhecido que estava ao seu lado, o qual, segundo ele, já havia sido vítima de uma tentativa de homicídio em outra ocasião. Essa informação constitui um elemento crucial para as linhas iniciais de investigação que serão desenvolvidas pelas autoridades.
Ação policial imediata e os desafios da investigação inicial
A Polícia Militar foi acionada prontamente e, ao chegar ao local, soube que a vítima já havia sido levada para atendimento médico. A equipe policial então se dirigiu à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Moreninhas, onde Matheus recebia os primeiros socorros. Lá, conforme o boletim de ocorrência, o médico responsável pelo atendimento confirmou que o disparo atingiu a coxa esquerda, porém, sem apresentar risco de morte. Em razão de o ferimento apresentar apenas o orifício de entrada do projétil, foi necessária a transferência de Matheus para uma unidade hospitalar de maior porte, onde ele passaria por exames de raio-X para avaliar a extensão precisa da lesão e garantir o tratamento adequado.
Paralelamente ao acompanhamento da vítima, os policiais militares se deslocaram até o endereço onde ocorreu o ataque. Contudo, a equipe enfrentou desafios operacionais importantes para a coleta de evidências. A área do crime não havia sido preservada, o que dificultou a localização de vestígios. Nenhuma cápsula de projétil foi encontrada no perímetro, e não foram identificadas testemunhas adicionais que pudessem fornecer detalhes sobre o ocorrido. A avó de Matheus, que estava dentro de casa no momento dos disparos, apenas relatou ter ouvido os tiros e visto o neto entrar correndo na residência. A falta de preservação e a ausência de testemunhas dificultam o trabalho técnico inicial, mas não impedem a continuidade das apurações. A ocorrência foi registrada e as informações coletadas serão encaminhadas aos órgãos competentes para prosseguimento da investigação, visando identificar os autores e as motivações do crime.









