A Polícia Federal (PF) **desarticulou** um complexo esquema de falsificação e comercialização de diplomas e outros documentos para acesso a cursos e registros de Medicina. A Operação Canudo, deflagrada na última quarta-feira (12) na Bahia e em Minas Gerais, **culminou** na prisão da médica Aline Candice Carlos Magalhães, que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A ação **neutraliza** a atuação de um grupo que fraudava o sistema de formação médica, comprometendo a integridade e a segurança da sociedade.
Ação operacional e alcance da fraude
A Operação Canudo **mobilizou** equipes da Polícia Federal na Bahia e em Minas Gerais, **cumprindo** um total de quatro mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça **autorizou** dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra os investigados, reforçando as evidências **coletadas** durante a fase investigativa. A médica Aline Candice Carlos Magalhães foi um dos alvos de prisão, **sendo capturada** em decorrência das apurações.
As investigações da PF **revelaram** que o grupo **comercializava** documentos falsos para facilitar o ingresso ou a transferência para faculdades de Medicina, bem como a obtenção de registros nos Conselhos Regionais. Pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicas e médicos teriam pago ao grupo por essa documentação fraudulenta, revelando a vasta escala e o risco à saúde pública.
Detalhes da investigação e do perfil dos envolvidos
A investigação da Polícia Federal **teve início** em 2023, após a **apreensão** de um diploma falso que foi apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Este documento, segundo a PF, teria sido fornecido por um dos investigados na Operação Canudo. A partir desse ponto, os policiais **identificaram** indícios de uma estrutura altamente especializada na falsificação e comercialização desses documentos acadêmicos.
Durante as apurações, a Polícia Federal também **rastreou** e **identificou** movimentações financeiras entre os investigados e as pessoas que seriam compradoras dos documentos falsos. As evidências **sugerem** que o esquema possuía ramificações em outros estados. O principal investigado já havia sido alvo da PF em 2016, quando uma organização criminosa envolvida em fraudes foi **desmantelada**.
Situação jurídica da médica investigada
A médica Aline Candice Carlos Magalhães, com registros profissionais na Bahia e um transferido de São Paulo (CFM), é **investigada** por seu possível envolvimento na fraude. Seu cadastro no CFM **indica** formação em Medicina em 2022, pela Universidade Brasil, sem especialidade registrada. A primeira inscrição profissional **ocorreu** em março de 2022, em São Paulo. Dois meses depois, em maio do mesmo ano, Aline **realizou** a inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb).
O Cremeb **confirmou** ter recebido uma denúncia contra Aline relacionada ao caso. A entidade **esclareceu**, no entanto, que eventuais processos ético-profissionais tramitam sob sigilo, conforme as regras do Código de Processo Ético-Profissional. Eventuais sanções públicas serão divulgadas apenas após o trânsito em julgado. A investigação **preserva** os princípios legais, e até o presente momento, não há condenação definitiva contra a médica.
A Polícia Federal **reforça** o compromisso com a integridade das profissões regulamentadas e a proteção da sociedade contra fraudes que comprometem a qualidade dos serviços essenciais. A Operação Canudo **demonstra** a capacidade das forças de segurança em **neutralizar** esquemas que colocam em risco a saúde e a segurança da população brasileira.
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