Polícia Civil investiga estupro de vulnerável após revelação de criança em Jardim (MS)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio de sua unidade em Jardim, na região Sudoeste, investiga um caso de estupro de vulnerável envolvendo uma menina de 4 anos. A ação policial foi desencadeada após a criança revelar à tia que teria sido vítima de abuso sexual praticado por um primo de 14 anos. O episódio veio à tona na última quinta-feira, 25 de junho, demonstrando a resposta coordenada das forças de segurança e dos serviços de proteção à infância diante de uma denúncia de grave violação.

Ação imediata das autoridades após revelação

O boletim de ocorrência registra que a revelação dos fatos ocorreu de forma espontânea por parte da menina durante um banho. Ao ser questionada sobre dores que sentia na região íntima, a criança detalhou que o primo introduzia o dedo em sua vagina e a agredia com tapas. Diante do relato, a tia, responsável pela guarda da menor, buscou imediatamente atendimento médico para a sobrinha.

No posto de saúde, a equipe médica realizou o acolhimento e a avaliação da criança. A médica que a atendeu observou alterações comportamentais e constatou lesões que, conforme registro, são compatíveis com violência sexual. Dada a gravidade da situação e as evidências clínicas, a profissional de saúde prontamente acionou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), mobilizando imediatamente as esferas de segurança e proteção.

Trabalho investigativo e coleta de depoimentos

A investigação da Polícia Civil prossegue com a coleta de depoimentos e a apuração dos fatos. Informações adicionais foram incorporadas ao inquérito. A irmã da menina de 4 anos, uma adolescente de 9 anos, contou à tia ter presenciado o primo investigado retirando as roupas da vítima quando a família estava em Porto Murtinho. A irmã também relatou ter sido alvo de uma tentativa de toque por parte do mesmo parente, conseguindo impedi-lo.

Essas declarações são consideradas elementos cruciais para o avanço da apuração, sendo confrontadas com outras provas e informações colhidas. A tia das crianças detalhou à polícia que a vítima estava sob seus cuidados desde aproximadamente os 2 anos de idade, mas havia passado um período em Porto Murtinho, morando com a mãe e outros familiares. Em fevereiro deste ano, a tia recuperou a guarda das duas sobrinhas, levando-as de volta para Jardim, após receber notificações sobre uma possível situação de abandono.

Desde o retorno, a tia observou mudanças significativas no comportamento da menina, que apresentava agressividade, retraimento, perda de peso e queixas esporádicas de dores íntimas. Inicialmente, os sintomas eram atribuídos a outras questões de saúde, até a revelação do abuso. Após o atendimento médico e a formalização da denúncia, as duas crianças foram encaminhadas para os cuidados e proteção dos profissionais responsáveis, sob a coordenação do Conselho Tutelar.

A Polícia Civil reforça seu compromisso com a elucidação completa do caso, atuando com a técnica necessária para a proteção dos vulneráveis e a responsabilização dos envolvidos. A investigação segue em andamento, priorizando a segurança e o bem-estar da vítima e sua família.

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