Polícia Civil Investiga Desaparecimento de Bebê Após Cárcere Privado de Adolescentes em Campo Grande

A Polícia Civil de Campo Grande mobiliza recursos e equipes para investigar o desaparecimento de uma bebê, ocorrido após sua mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13 anos, relatarem terem sido mantidas em cárcere privado por diversas horas. O incidente, registrado na quinta-feira (6), desencadeou uma série de diligências, com a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) conduzindo as apurações para esclarecer as circunstâncias e localizar a criança.

Detalhes da Ocorrência: Do Grupo de Doações ao Cativeiro

O enredo que culminou no desaparecimento da bebê teve início em um grupo de doações no aplicativo WhatsApp, onde a mãe da criança conheceu uma mulher. Segundo relatos da madrinha da bebê, a suspeita inicialmente ofereceu doações de roupas para a criança. Dias após o primeiro contato, a mesma mulher propôs um ensaio fotográfico para a bebê. Com o cancelamento do encontro para as fotos, uma nova proposta de trabalho foi apresentada à jovem mãe.

A adolescente, em busca de uma oportunidade, aceitou cuidar de um bebê de seis meses, pelo valor de R$ 100, e recebeu permissão para levar sua própria filha. Para auxiliar na tarefa, a adolescente de 17 anos foi até o endereço indicado acompanhada da bebê e da irmã, de 13 anos. Ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas e rendidas por indivíduos. Elas foram amarradas e separadas, uma trancada no banheiro e a outra em um quarto, junto com a bebê.

As vítimas permaneceram sob restrição de liberdade até, aproximadamente, a uma da manhã. Posteriormente, foram libertadas em um terreno baldio, nas imediações da Avenida Guaicurus. Após serem soltas, as adolescentes iniciaram a caminhada de retorno para casa, percebendo, então, que a bebê não estava mais com elas. A família da criança informou que tentou localizar o imóvel onde o cativeiro ocorreu, mas não obteve êxito. O aparelho celular da mãe também não foi recuperado.

Ação Policial e a Intensificação das Investigações

A Polícia Militar foi a primeira força a atender a ocorrência, prestando o suporte inicial às adolescentes. Devido à complexidade e à natureza dos fatos, o caso foi imediatamente encaminhado à Polícia Civil, que assumiu a responsabilidade pelas investigações aprofundadas. As equipes da DPCA iniciaram diligências com o objetivo de apurar todas as circunstâncias do ocorrido e localizar a criança desaparecida. A mãe da bebê compareceu à delegacia na tarde da sexta-feira (7), onde presta depoimento detalhado, fundamental para o levantamento de informações e a condução dos procedimentos investigativos.

A corporação policial informou que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, sendo as circunstâncias ainda apuradas com rigor e cautela. A equipe da Polícia Militar destacou que, diante da falta de clareza inicial nas informações fornecidas pelas vítimas, todas foram conduzidas à delegacia para o devido registro e encaminhamento à autoridade competente. As investigações prosseguem com o foco na coleta de provas, identificação dos envolvidos e, prioritariamente, na localização da bebê.

A Polícia Civil não divulgou, até a publicação desta reportagem, informações sobre o andamento das investigações, mantendo o sigilo necessário para o sucesso das apurações. O trabalho técnico das forças de segurança é direcionado para desvendar todos os detalhes deste grave episódio, buscando restaurar a segurança e trazer a bebê de volta ao convívio familiar.

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