A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul inicia uma rigorosa apuração para investigar uma denúncia de suposta intolerância religiosa, registrada em Campo Grande. O incidente ocorreu no bairro Parque do Lageado e envolve um pastor evangélico, identificado como Sérgio Britto, e Paulo Henrique da Silva, de 34 anos, praticante da umbanda. O caso, formalizado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro da capital, está sendo investigado sob a tipificação de discriminação ou preconceito por religião. Esta ação das forças de segurança reforça o compromisso em coibir atos que atentem contra a liberdade de culto e a dignidade humana, assegurando a proteção da sociedade contra crimes de ódio e discriminação.
Acionamento Policial e Detalhes da Ocorrência
A situação teve início quando Paulo Henrique da Silva, ao retornar à sua residência, foi informado por familiares sobre a abordagem do pastor Sérgio Britto em frente ao imóvel. O morador dirigiu-se ao local, onde afirma ter ouvido declarações com conteúdo abertamente ofensivo direcionado a seguidores de religiões de matriz africana. O registro policial detalha que o pastor teria proferido frases como “todo macumbeiro, feiticeiro e umbandeiro vai ser julgado e parar no inferno”. A vítima afirmou que o religioso passou a segui-lo até sua residência, continuando com as declarações, o que causou constrangimento e perturbou a tranquilidade familiar. A Polícia Militar foi acionada e orientou o morador a formalizar a denúncia na delegacia, garantindo o devido encaminhamento para a apuração dos fatos.
Evidências e Ação Investigativa
Para embasar a investigação, vídeos gravados durante o episódio foram coletados e devem auxiliar na apuração do caso. Em uma das imagens, o pastor aparece ajoelhado em frente ao terreiro, segurando uma Bíblia e gesticulando, enquanto em outro vídeo ele reitera as declarações críticas às religiões de matriz africana. Estes elementos visuais são fundamentais para a análise técnica da Polícia Civil, que busca determinar a intencionalidade e o teor discriminatório das falas, além de verificar se a conduta configura o crime de praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito religioso.
O morador expressou seu desejo de representar criminalmente contra o autor dos fatos, reforçando a seriedade de sua queixa. Este procedimento evidencia o trabalho técnico e investigativo das equipes policiais na defesa dos direitos individuais e na aplicação da lei de forma imparcial. A atuação policial é crucial para garantir que a sociedade possa exercer suas práticas religiosas sem temor de discriminação ou violência, consolidando a ordem pública.
Defesa do Pastor e Continuidade da Apuração
Procurado pela reportagem, o pastor Sérgio Britto negou veementemente ter proferido as declarações ofensivas atribuídas a ele. Ele afirmou que sua atuação se restringe a pregar o evangelho em ruas e praças, transmitindo exclusivamente os ensinamentos bíblicos. O religioso assegurou não ter tido qualquer intenção de ofender ou discriminar, alegando ter sido alvo de xingamentos. Segundo sua versão, as falas se referiam a interpretações bíblicas sobre a condenação de pessoas que, segundo sua crença, persistem em práticas consideradas contrárias aos preceitos das Escrituras, sem arrependimento.
A investigação segue em curso, com a Polícia Civil analisando todas as informações e depoimentos para uma completa elucidação dos fatos. O desdobramento deste caso demonstra a atuação das forças de segurança na proteção da liberdade de crença e na manutenção da ordem pública, assegurando que a justiça seja feita. A resposta operacional das equipes policiais é crucial para garantir que a sociedade possa exercer suas práticas religiosas sem temor de discriminação ou violência.
Acompanhe o Plantão 190 Brasil para mais informações sobre operações, prisões, apreensões e ações que fortalecem a segurança pública em todo o país. #Força&Honra









