Polícia Civil inicia apuração sobre morte cruel de cão comunitário na Boca do Rio, Salvador

A comunidade da Boca do Rio, em Salvador, foi impactada pela morte do cão comunitário ‘Galego’, encontrado gravemente ferido na segunda-feira. O caso, que aponta para uma suspeita de maus-tratos extremos, gerou uma imediata mobilização de moradores e protetores de animais, que exigem uma rigorosa investigação por parte da Polícia Civil. A ocorrência foi formalmente apresentada às autoridades, marcando o início da apuração para identificar e responsabilizar o autor do crime.

Detalhes da Ocorrência e a Mobilização Comunitária

Conforme informações apuradas, ‘Galego’, um cachorro que vivia há cerca de 11 anos em frente à portaria da Embasa, na região da Bolandeira, era um integrante querido da comunidade. Ele era cuidado diariamente por funcionários da Embasa e moradores, sendo castrado, vacinado e amplamente reconhecido no bairro. O animal foi localizado com ferimentos graves e, apesar dos esforços, não resistiu à violência sofrida, falecendo em decorrência dos abusos.

A denúncia que impulsionou a ação das autoridades foi divulgada pela advogada e protetora dos animais Ana Andrade, que atua na Embasa. Ela comunicou nas redes sociais que adotou as providências cabíveis junto aos órgãos competentes e formalizou o pedido para que a Polícia Civil realize uma investigação aprofundada. Este movimento reflete a indignação da população e a determinação em buscar justiça para o caso de crueldade.

Ação da Polícia Civil e a Base Legal para a Investigação

Diante da gravidade dos fatos e da formalização da denúncia, a Polícia Civil de Salvador assume a responsabilidade pela condução das investigações. O foco operacional da equipe será na coleta de evidências, depoimentos e na análise de possíveis imagens de segurança da região, buscando estabelecer a dinâmica dos fatos e identificar o indivíduo envolvido nos maus-tratos. A celeridade na apuração é fundamental para a elucidação do ocorrido.

O crime de maus-tratos a animais, especialmente cães e gatos, é tipificado pela Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. A legislação prevê penalidades severas para quem pratica abuso, ferir ou mutilar animais, estabelecendo uma pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e a proibição da guarda de novos animais. Esta base legal sustenta o trabalho investigativo e a potencial punição dos responsáveis.

O Impacto na Comunidade e o Apelo por Colaboração

A morte de Galego não apenas mobilizou ativistas, mas também ressaltou a vulnerabilidade de animais comunitários e a necessidade de proteção legal rigorosa. A comunidade, que acompanhava a rotina do cachorro há mais de uma década, clama por uma resposta efetiva das autoridades, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos dos animais e com a segurança pública que se estende a todas as formas de vida.

Protetores de animais e a Polícia Civil fazem um apelo direto à população para que qualquer pessoa que tenha testemunhado o ato ou possua imagens de câmeras de segurança da área da Boca do Rio e Bolandeira, que possam auxiliar na investigação, procure as autoridades. A colaboração cidadã é um elemento estratégico para que a Polícia Civil consiga identificar o autor, consolidar as provas e garantir que a justiça seja cumprida.

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