A Polícia Civil de Dourados mobiliza esforços investigativos para apurar uma complexa ocorrência de fraude eletrônica, que resultou no desvio de R$ 250 mil de um cidadão. O registro da ocorrência, formalizado na manhã desta terça-feira (11) na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), sinaliza o início de uma ação policial focada em identificar e responsabilizar os autores do golpe do falso advogado. A atuação imediata da família e a prontidão das autoridades marcam a resposta inicial a esse crime.
Mecanismo da fraude: a engenharia social por trás do golpe
Os fatos que levaram ao prejuízo financeiro tiveram início quando o pai da vítima, um homem residente em Dourados, foi abordado por meio de mensagens. O interlocutor, de forma ardilosa, apresentou-se como seu advogado, estabelecendo uma comunicação que visava induzir o engano. A narrativa criada pelo golpista alegava a necessidade de um pagamento urgente para a liberação de valores significativos, que supostamente estariam disponíveis em um processo judicial em andamento.
A estratégia empregada pelos criminosos baseou-se na manipulação da confiança e na exploração de um cenário judicial aparentemente favorável. Durante o diálogo, o suspeito, utilizando-se de técnicas de engenharia social, conseguiu convencer a vítima da legitimidade da solicitação, preparando o terreno para a transação financeira ilícita. A sequência dos eventos demonstra a sofisticação da fraude, que visa descapitalizar as vítimas por meio de falsas promessas e urgências fabricadas.
Transferência de vultoso valor e a pronta resposta da família e da polícia
A fase crucial do golpe ocorreu com a solicitação da transferência de R$ 250 mil. O golpista encaminhou à vítima uma chave Pix, indicando como recebedor uma propriedade rural. A transação foi efetivada, concretizando o desfalque. Somente após a conclusão da operação bancária é que a vítima percebeu ter sido alvo de um engodo, evidenciando a eficácia da fraude na ocultação de suas verdadeiras intenções.
Diante da constatação do golpe, a resposta foi imediata e coordenada. O filho da vítima entrou prontamente em contato com o gerente da instituição financeira responsável pela conta, que, agindo com celeridade, realizou a contestação da transferência Pix. Este passo inicial foi fundamental para tentar mitigar o prejuízo. Em seguida, a família foi devidamente orientada a formalizar a ocorrência na Depac de Dourados, garantindo que o caso fosse registrado e as devidas providências legais fossem tomadas.
A Polícia Civil, ao receber a denúncia, registrou o caso como fraude eletrônica. A partir deste registro, a instituição iniciou os procedimentos de investigação, que incluem a análise das provas apresentadas, o rastreamento da chave Pix utilizada e a identificação dos envolvidos na complexa teia criminosa. A ação da Polícia Civil visa não apenas esclarecer os fatos, mas também recuperar o valor desviado e desarticular a quadrilha responsável, reforçando o compromisso com a proteção da sociedade e a segurança patrimonial dos cidadãos.
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