Em uma ação estratégica e de resposta rápida, a Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher – 1DEAM de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, cumpriu na quarta-feira, 17 de junho, um mandado de prisão preventiva. A operação resultou na captura de um homem de 27 anos, investigado por manter uma mulher em cárcere privado por aproximadamente uma semana, além de cometer crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
A prisão ocorreu na Capital, após intensas diligências conduzidas pela equipe da 1DEAM. O trabalho técnico dos agentes permitiu localizar e capturar o investigado por volta das 12h, neutralizando a ameaça que ele representava à vítima e à segurança pública. A atuação operacional demonstra a capacidade das forças de segurança em processar informações e agir com celeridade para proteger a sociedade.
Investigação e o histórico de violência
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande, no âmbito de uma investigação que detalha a grave sequência de eventos. Conforme apurado no Boletim de Ocorrência, a vítima havia mantido um relacionamento amoroso com o investigado por cerca de dois anos, e estava separada dele há aproximadamente três meses. Ela já havia registrado uma ocorrência anterior e possuía medidas protetivas de urgência deferidas em seu favor, que foram ostensivamente descumpridas pelo alvo da operação.
A narrativa dos fatos revela a natureza coercitiva da conduta do investigado. A vítima relatou que, ao retornar do trabalho em transporte coletivo, visualizou o homem no interior do ônibus. Após ambos desembarcarem, ele passou a proferir ameaças diretas, afirmando que a mataria e a seus familiares caso ela não o acompanhasse. Diante da intimidação, a mulher foi obrigada a seguir o investigado, que, em seguida, retirou seu aparelho celular, impedindo qualquer comunicação com familiares ou terceiros.
Cárcere privado e agressões sofridas
A vítima permaneceu por cerca de uma semana sob o domínio e a vigilância do investigado. Durante esse período, foi mantida trancada na residência sempre que o autor se ausentava, sendo privada de sua liberdade de ir e vir e de manter contato com qualquer pessoa. A investigação aponta que, além do cárcere privado, a mulher foi alvo de agressões físicas, incluindo socos na boca, no rosto e na barriga. As agressões foram acompanhadas de ofensas verbais severas, como “puta”, “vagabunda”, “desgraçada” e “biscate”.
No momento do registro da ocorrência, a vítima apresentava uma lesão aparente, um hematoma significativo na região do olho direito, evidenciando a violência sofrida. A libertação da vítima ocorreu após cinco dias de cativeiro, quando o investigado se ausentou e deixou a porta da frente aberta, possibilitando sua fuga e o pedido de socorro a vizinhos.
Novas ameaças e a resposta da Polícia Civil
O ciclo de intimidação não cessou com a fuga. Conforme o boletim de ocorrência, ao tomar conhecimento da evasão da vítima, o investigado se dirigiu à residência da mãe dela, portando um facão, e proferiu novas ameaças, demonstrando a gravidade e persistência de suas ações. A rápida atuação da 1DEAM foi crucial para interceptar esse comportamento criminoso e proteger a integridade dos envolvidos.
Com o cumprimento do mandado de prisão, a Polícia Civil reforça seu compromisso com a proteção das vítimas de violência doméstica e familiar. Todas as providências legais cabíveis foram imediatamente adotadas, e o indivíduo preso permanece à disposição da Justiça, garantindo que responderá pelos graves crimes investigados. Este resultado operacional é um testemunho do trabalho incansável das equipes de segurança em defesa da sociedade.
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