Polícia Civil da Bahia intensifica investigação sobre denúncias de agressão e roubo em sede de torcida organizada em Salvador

A Polícia Civil da Bahia, por meio da 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris), investiga denúncias graves de agressão física, tortura, roubo e extorsão que teriam ocorrido na sede de uma torcida organizada em Salvador. O caso envolve o analista de sistemas Roberto Brito de Jesus, de 45 anos, que alega ter sido vítima de uma sessão de violência prolongada, culminando em prejuízos financeiros significativos.

As diligências estão em andamento para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis. A Polícia Civil reafirma seu compromisso em apurar as acusações com rigor, garantindo a proteção da sociedade e a integridade da lei.

Detalhamento das Acusações e Ação Policial

Conforme o boletim de ocorrência registrado na 1ª DT/Barris, Roberto Brito de Jesus relata que as agressões ocorreram no último sábado (18), na sede da torcida organizada, localizada no bairro de Nazaré, em Salvador. A vítima afirma ter sido submetida a um período de violência que se estendeu por cerca de quatro horas, com agressões físicas, asfixia por saco plástico e simulação de afogamento.

Além da violência física, o denunciante declara que foi coagido a fornecer acesso a aplicativos bancários. Desse acesso, teriam sido realizadas transferências financeiras que totalizam mais de R$ 5.000. Roberto também informou à polícia que seu telefone celular foi acessado por terceiros durante o período na sede, resultando na visualização de conversas privadas e cópia de imagens pessoais, configurando uma violação de privacidade e dados.

A investigação policial atua na coleta de evidências e na análise das informações apresentadas pela vítima. Guias para exames periciais foram expedidas, procedimento essencial para documentar as lesões físicas alegadas, que incluem ferimentos no rosto, joelhos, cotovelos, tornozelos e costas. Este trabalho técnico é crucial para fundamentar as próximas etapas da investigação.

Contexto da Denúncia e Posicionamento da Associação

O episódio de violência teria se desencadeado após a identificação de um suposto esquema de fraude envolvendo um sistema de gestão financeira, cadastro de associados e comercialização de produtos, desenvolvido por Roberto para a associação. Roberto Brito de Jesus nega veementemente qualquer participação nas irregularidades apontadas.

A Associação Bamor Nova Era, em nota oficial, manifestou-se sobre o caso. A entidade informou que identificou indícios de irregularidades relacionadas ao sistema de cadastro, arrecadação de associados e venda de ingressos. Segundo a associação, as apurações preliminares apontam Roberto como responsável pela operacionalização do sistema, representando as empresas Lopak Tecnologia e Musa Tickets. A Bamor afirma que operações suspeitas foram realizadas por credenciais vinculadas ao analista e que as supostas irregularidades vêm ocorrendo há mais de um ano, com o prejuízo financeiro total ainda sob auditoria.

Em relação às denúncias de violência, a Bamor declarou repudiar qualquer forma de agressão, negando categoricamente que seu presidente, diretores ou representantes tenham praticado os atos relatados. A associação afirmou que os fatos serão devidamente esclarecidos perante as autoridades competentes e que está à disposição para colaborar com todas as etapas da investigação policial.

A 1ª DT/Barris prossegue com a investigação, focada em reunir todos os elementos necessários para a completa elucidação do caso. A equipe policial emprega metodologia técnica para confrontar as informações, analisar as evidências periciais e identificar os envolvidos nas agressões e no roubo, visando garantir a justiça e a segurança da população.

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