A Polícia Federal (PF), por meio do seu Instituto Nacional de Criminalística, divulgou o laudo conclusivo sobre as cargas de madeira apreendidas em Corumbá, na fronteira com a Bolívia. O documento, elaborado em agosto e encaminhado em 10 de agosto ao Ministério Público Federal (MPF), atesta a ausência de cocaína no material analisado, após a realização de quatro exames periciais com resultados negativos. As madeiras permanecem apreendidas no Porto Seco de Corumbá, aguardando os trâmites para liberação pela Receita Federal.
Detalhes da Análise Técnica e Confirmação Pericial
O rigor técnico da Polícia Federal foi aplicado na análise de fragmentos de madeira e serragem. Em um dos exames, referentes a um dos caminhões envolvidos, foram encaminhadas cinco amostras de serragem e cinco de fragmentos de madeira. O laudo é enfático ao concluir que as análises em todas as amostras resultaram negativas para cocaína, assim como para qualquer outra substância de interesse forense, utilizando as técnicas laboratoriais empregadas. Essa documentação, agora integrada ao processo, solidifica as conclusões já apontadas pelos exames preliminares, que igualmente não encontraram a substância ilícita.
Conforme o Campo Grande News, os laudos técnicos foram produzidos em datas distintas, com um exame finalizado em 30 de julho e outro em 6 de agosto. O documento que compilou os resultados e foi encaminhado ao Ministério Público Federal foi assinado eletronicamente em 10 de agosto, reiterando a conclusão da perícia: as amostras analisadas não apresentaram cocaína nem outras substâncias de interesse forense.
Histórico da Apreensão e Abertura de Nova Investigação
Este resultado definitivo representa o quarto laudo negativo na cronologia das investigações sobre as cargas de madeira. O processo começou com um teste de campo que, usando o reagente de Scott, indicou inicialmente coloração compatível com cocaína. Subsequentemente, a polícia boliviana realizou sua própria análise, com resultado negativo. Um laudo anterior da Polícia Federal já havia apontado a ausência da droga, e agora o laudo final da perícia federal reitera essa conclusão.
A origem da operação remonta a 21 de junho, quando a Receita Federal informou sobre a apreensão de 260 toneladas de madeira com suspeita de contaminação por cocaína em ações realizadas em Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Na ocasião, o órgão classificou a ação como a ‘maior apreensão’ de cocaína já registrada, suspeitando que a droga estivesse impregnada na madeira em estado líquido, como selante. A operação original foi resultado de intercâmbio de informações entre autoridades de Brasil, Estados Unidos e Bolívia.
Com a confirmação da ausência de entorpecentes em todas as análises periciais, a Polícia Federal instaurou uma nova investigação. O foco agora é apurar a origem da informação inicial que levou à suspeita de contaminação das cargas de madeira, evidenciando o compromisso operacional com a veracidade dos fatos e a condução responsável das investigações, garantindo a integridade dos procedimentos de segurança pública.
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