Campo Grande, MS – Uma ação coordenada do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil resultou na prisão de um empresário de 72 anos, suspeito de extorsão na capital sul-mato-grossense. A intervenção operacional ocorreu na tarde da última quarta-feira, dia 15 de julho, após a vítima formalizar a denúncia. O indivíduo, detido por supostamente exercer pressão e ameaças para a cobrança de valores indevidos, teve sua liberdade provisória concedida pela Justiça nesta sexta-feira, 17 de julho, com restrições de viagem.
Ação Investigativa e Operacional do GOI
A mobilização policial foi desencadeada a partir do registro de boletim de ocorrência por parte da vítima, proprietário de uma madeireira. Conforme o relato, o empresário teria comercializado madeiras no valor total de R$ 200 mil, dos quais R$ 100 mil foram pagos à vista, e o restante, quitado por meio de cheques. A investigação aponta que o suspeito passou a cobrar juros de 10% sobre o montante inicial da dívida, elevando a exigência para além de R$ 500 mil. A vítima também declarou ter sido pressionada e ameaçada caso não aceitasse as condições impostas, incluindo a intimidação de que, se a situação não fosse resolvida ‘da maneira dele’, ‘iria passear com um terceiro dentro do carro’.
Diante das informações e do iminente encontro entre o suspeito e a vítima, o GOI interveio. Os policiais monitoraram as proximidades da madeireira na quarta-feira (15), aguardando a chegada do empresário. A estratégia operacional visou flagrar a continuidade das exigências ilícitas e garantir a segurança da vítima. No momento da abordagem, o indivíduo resistiu e foi necessário o uso de algemas para contê-lo. Após a contenção, o suspeito teria colaborado com as medidas legais e foi prontamente encaminhado para a delegacia de polícia para os procedimentos cabíveis.
Coleta de Evidências e Desdobramentos Jurídicos
A ação do GOI não se limitou à prisão. No local, a vítima entregou aos policiais uma série de documentos, comprovantes de pagamentos e uma máquina de cartões. Segundo as diligências investigativas, este equipamento era utilizado para direcionar valores recebidos pela empresa diretamente para o suspeito, configurando um elemento crucial para a elucidação do caso. A coleta desses materiais é fundamental para a instrução do inquérito e para corroborar as alegações de extorsão.
Após a audiência de custódia, a Justiça de Campo Grande concedeu a liberdade provisória ao empresário. A decisão judicial, contudo, impõe uma restrição significativa: o indivíduo poderá viajar apenas para Ribas do Rio Pardo, local onde mantém atividades empresariais. A defesa do empresário, representada pelo advogado Gustavo Lazzari, contestou as acusações, afirmando que ‘jamais praticou qualquer tipo de extorsão contra qualquer pessoa’ e que as transações ocorreram ‘mediante contrato e consenso, e jamais de forma agressiva, violenta ou com a intenção de obter qualquer tipo de vantagem indevida’.
A atuação do GOI demonstra o compromisso das forças de segurança em neutralizar ações criminosas que afetam o ambiente de negócios e a integridade de cidadãos. A rápida resposta à denúncia e a condução técnica da operação são pilares para a proteção da sociedade e a manutenção da ordem.
Acompanhe o Plantão 190 Brasil para mais informações sobre operações, prisões, apreensões e ações que fortalecem a segurança pública em todo o país. #Força&Honra










