Justiça prende pais após morte de bebê com fraturas em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva de um casal em Campo Grande, após o falecimento de sua filha, uma bebê de três meses, que estava internada com suspeitas de maus-tratos. A criança, que deu entrada no Hospital Regional na noite de 19 de junho, teve morte cerebral confirmada e o óbito foi registrado após apresentar diversas lesões, incluindo fraturas nas costelas.

Investigação revela sinais de maus-tratos e mobiliza autoridades

A situação veio à tona quando a bebê foi internada em estado grave, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Durante a avaliação médica, a equipe hospitalar identificou a presença de múltiplos hematomas na região das costelas. Um exame de radiografia, solicitado para aprofundar o diagnóstico, confirmou a existência de fraturas, levantando de imediato a suspeita de agressões físicas. Este achado crítico acionou os protocolos de segurança pública, mobilizando as autoridades competentes para investigar as circunstâncias do caso.

Ação da Justiça e prisão preventiva do casal

Diante das evidências levantadas pela equipe médica, os pais da bebê foram imediatamente encaminhados para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada) para prestar esclarecimentos. Após as oitivas iniciais e a formalização da ocorrência, o casal passou por audiência de custódia na segunda-feira, 22 de junho. A Justiça, ao analisar o conjunto de informações e a gravidade dos fatos, determinou a prisão preventiva de ambos, garantindo o prosseguimento das investigações e a aplicação das medidas legais cabíveis diante da suspeita de crime contra a vida e integridade da criança.

Versões contraditórias apresentadas aos investigadores

Em depoimento às autoridades, o pai da bebê apresentou uma versão sobre os acontecimentos que precederam a internação. Segundo o boletim de ocorrência, ele alegou que estava com a filha em seu colo enquanto assistia a um jogo de futebol. Em determinado momento, teria percebido que a criança estava com o corpo mole, indicando um mal-estar súbito.

Questionado especificamente sobre os hematomas evidentes na bebê, o pai informou que ele e a esposa já haviam notado as marcas. Ele afirmou que estavam aguardando uma oportunidade adequada para buscar assistência médica e obter um diagnóstico preciso sobre as lesões observadas.

Por sua vez, a mãe da criança apresentou outra justificativa para a falta de atendimento médico. Ela alegou que os hematomas haviam surgido no início do mês e que não procurou assistência hospitalar porque seu companheiro estava viajando a trabalho, o que, segundo ela, impossibilitava seu deslocamento para levar a filha ao médico.

Detalhes das lesões e medidas de proteção

Além da fratura confirmada nas costelas, a investigação inicial revelou que a bebê também apresentava hematomas na região do glúteo, adicionando mais indícios à complexidade do caso. A parada cardiorrespiratória que levou à internação em estado grave e, posteriormente, à morte cerebral da criança, foi atribuída a uma broncoaspiração, conforme informações médicas.

Com a prisão dos pais e a constatação da gravidade da situação, foi solicitada e implementada uma medida protetiva de urgência para o ambiente familiar. O caso foi integralmente encaminhado ao Conselho Tutelar, que agora acompanha a situação para garantir a proteção de outras crianças eventualmente envolvidas e para prestar o suporte necessário no âmbito social e legal.

A investigação prossegue sob responsabilidade das autoridades policiais, com o objetivo de elucidar todos os fatos e responsabilizar os envolvidos conforme a legislação vigente, destacando a atuação operacional e a integração entre as equipes médicas, policiais e judiciais na defesa da vida e da integridade de vulneráveis.

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