Investigação em curso sobre feminicídio no Engenho Velho da Federação

Salvador, BA – A Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), instaurou um rigoroso procedimento investigativo para apurar o feminicídio de Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, ocorrido na manhã desta quarta-feira (08/07), no bairro Engenho Velho da Federação. A vítima, que exercia a função de cuidadora de idosos, foi atacada a facadas enquanto se dirigia ao trabalho, na 3ª Travessa Apolinário Santana, em um beco próximo ao Bar da Nieta.

O crime resultou na morte imediata de Ariane no local. A cena do ocorrido foi imediatamente isolada pela **Polícia Militar**, garantindo a preservação das evidências cruciais para o trabalho pericial e investigativo que se seguiu, um passo fundamental na metodologia operacional das forças de segurança.

Ação Policial Estratégica e Coleta de Evidências

A prontidão e o protocolo operacional das forças de segurança foram imediatamente ativados. Após o acionamento, equipes da **Polícia Militar** deslocaram-se rapidamente para o Engenho Velho da Federação. O primeiro passo foi o estabelecimento de um perímetro de segurança, essencial para impedir qualquer alteração no local do crime e proteger potenciais vestígios que pudessem subsidiar a investigação.

Na sequência, a expertise do **Departamento de Polícia Técnica (DPT)** foi mobilizada. Peritos criminais compareceram ao cenário para executar a perícia de local de crime, uma etapa fundamental para a coleta sistemática e catalogação de evidências materiais. Este procedimento técnico visa reconstruir a dinâmica dos fatos, identificar ferramentas ou armas utilizadas e colher qualquer indício que possa subsidiar a investigação. Paralelamente, a equipe do DPT realizou a remoção do corpo de Ariane Silva Fonseca, encaminhando-o para exames complementares que auxiliarão na elucidação das circunstâncias da morte.

Investigação DHPP Aponta Suspeita de Feminicídio

O **Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)** assumiu a condução das investigações. As equipes do DHPP atuam com foco na elucidação completa da motivação e das circunstâncias que levaram à morte da cuidadora de idosos. A apuração inicial, que é considerada pela investigação, revelou que o principal suspeito do crime é o namorado da vítima, identificado como Wendel, conhecido pelo apelido de “Boroga”.

Informações adicionais obtidas pela apuração indicam que Ariane já havia sido alvo de agressões praticadas pelo companheiro em ocasiões anteriores. Este histórico de violência é um elemento crucial que reforça a linha investigativa de feminicídio, classificando o crime como uma violência motivada pela condição de gênero da vítima, geralmente no contexto de relacionamento íntimo ou familiar. A diligência do DHPP agora se concentra em consolidar as provas para identificar formalmente o autor e solicitar as medidas legais cabíveis para a responsabilização.

O trabalho técnico e operacional da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar e do DPT, é fundamental para que a justiça seja feita. A resposta efetiva das forças de segurança neste caso busca não apenas a responsabilização do indivíduo envolvido, mas também reafirma o compromisso com a proteção das mulheres e a coibição da violência de gênero em todo o estado. Ariane Silva Fonseca deixa uma filha de 7 anos, um aspecto que sublinha a gravidade e o impacto social do crime para a sociedade.

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