Um técnico de enfermagem de 52 anos, alvo de investigação por suspeita de estupro contra uma paciente internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HR/MS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), teve sua soltura determinada nesta sexta-feira, dia 24 de julho, em Campo Grande. O profissional deixou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) às 16h40, onde estava sob custódia desde 13 de julho.
A prisão temporária do investigado, decretada em regime de plantão judiciário, visava a preservar o curso das investigações. Na ocasião de sua saída, o técnico de enfermagem foi recepcionado por familiares, que manifestaram apoio, mas não emitiram declarações à imprensa.
O Avanço das Diligências e a Decisão Judicial
Conforme a defesa, representada pelo advogado Matheus Morandi, o avanço das diligências e a análise do conjunto probatório não sustentaram a continuidade da prisão. Com a evolução do inquérito policial, tornou-se evidente a ausência de indícios suficientes de autoria e materialidade para o delito. A defesa protocolou o pedido de relaxamento da prisão temporária após grande parte da investigação ser concluída.
O processo investigativo avançou com o depoimento do técnico à Polícia Civil na quinta-feira, 23 de julho. Após a oitiva, a delegada responsável pelo caso também solicitou a soltura. A defesa classificou a medida como um desdobramento natural, já antecipado pelas apurações.
A Defesa Técnica e os Questionamentos Apresentados
Desde o início, a defesa sustenta a inocência do profissional, baseando-se em elementos técnicos. A principal alegação da defesa técnica concentra-se na contestação do horário do suposto abuso, afirmando que o técnico não estava presente na unidade de terapia intensiva no momento apontado.
A defesa também argumenta sobre a dinâmica operacional da UTI. Segundo o advogado, a estrutura do setor, com supervisão constante de pacientes por equipe multiprofissional e circulação contínua, dificultaria uma atuação isolada e sem percepção de terceiros.
Morandi abordou a presunção de inocência, criticando o julgamento público antes da elucidação dos fatos. Ele expressou confiança de que a imparcialidade das investigações e o conjunto probatório permitirão o reconhecimento da inocência de seu cliente.
Mesmo com a soltura, o inquérito policial permanece aberto. A defesa mantém a confiança de que a apuração será concluída sem o indiciamento do técnico, e que a verdade dos fatos será estabelecida ainda na fase policial.
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