O distrito de Taboquinhas, na zona rural de Itacaré, foi cenário de um crime brutal no final da tarde desta terça-feira, 21 de julho. Ivanildo dos Santos Brito, conhecido como “Nido”, foi executado a tiros enquanto estava no interior de uma Kombi, estacionada em uma fazenda da localidade. A ação, marcada pela violência e rapidez, mobilizou as forças de segurança da região em uma resposta operacional imediata e complexa.
Dinâmica da Execução e Fuga Estratégica
Conforme relatos de testemunhas presentes no local, a investida criminosa envolveu pelo menos três homens. Dois dos suspeitos chegaram à fazenda a bordo de uma motocicleta Honda Bros de cor branca, aproximando-se da vítima. Um terceiro indivíduo, prestando cobertura logística, aguardava em um veículo Fiat Palio de cor vermelha, notavelmente sem placas de identificação. Após efetuarem múltiplos disparos contra Ivanildo, à queima-roupa, os executores empreenderam fuga. A rota de evasão utilizada pelos criminosos foi cuidadosamente planejada, direcionando-se para o município de Ubaitaba, indicando uma possível premeditação e conhecimento da geografia local.
Resposta Operacional e Coordenação Intermunicipal
Diante da gravidade da ocorrência, as forças de segurança reagiram com celeridade. Guarnições do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) da 72ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), responsável pela área, foram imediatamente acionadas e se deslocaram para o distrito de Taboquinhas. A operação contou com o reforço estratégico do pelotão de Uruçuca e do PETO da 61ª CIPM, sediada em Ubaitaba, dada a direção da fuga dos suspeitos.
As equipes conjuntas iniciaram varreduras intensas, explorando estradas vicinais e todas as rotas de fuga possíveis entre Itacaré e Ubaitaba. Um cerco foi estabelecido na vasta região, visando interceptar os veículos e localizar os envolvidos no homicídio. Apesar do empenho e da coordenação operacional entre as unidades da Polícia Militar, nenhum suspeito foi localizado até o momento. A ação demonstra o compromisso das instituições em dar uma resposta rápida e ostensiva a eventos de alta complexidade.
Histórico da Vítima e Início da Investigação
As apurações preliminares revelam que Ivanildo dos Santos Brito possuía um histórico criminal recente, conforme informações levantadas pelas autoridades. No mês anterior à sua morte, Ivanildo havia sido detido por porte ilegal de arma de fogo. Além disso, ele figurava como investigado em um inquérito de homicídio na mesma região, o que adiciona uma camada de complexidade à motivação do crime. Pessoas próximas à vítima relataram às autoridades que ele vinha recebendo ameaças de morte e, em um ato de precaução, chegou a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Itacaré, expressando seu temor por sua integridade física. Essas informações são cruciais para o trabalho investigativo em curso.
Após a constatação do óbito, o corpo de Ivanildo foi prontamente recolhido e encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus. No DPT, serão realizados os exames periciais e a necropsia, procedimentos essenciais para a coleta de provas e elucidação da dinâmica do assassinato. Paralelamente, a Polícia Civil de Itacaré já instaurou inquérito para aprofundar as investigações. O foco agora é identificar a autoria dos disparos e as reais motivações que levaram à execução de Ivanildo, garantindo que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.
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