Homem baleado em Campo Grande falece três dias após o ataque

Campo Grande, MS – David Nascimento Zaghi, 33 anos, faleceu em sua residência na tarde desta segunda-feira (27), em Campo Grande. O óbito ocorreu três dias após o indivíduo ter sido alvejado por disparos de arma de fogo em um ataque ocorrido na última sexta-feira, dia 24 de julho, em uma conveniência localizada no Jardim Itamaracá. Zaghi, que estava em regime semiaberto, possuía um histórico de quatro tentativas de homicídio anteriores ao incidente fatal.

Cronologia dos fatos e o histórico do indivíduo

A ocorrência que antecedeu a morte de David Nascimento Zaghi teve início quando ele foi atingido por quatro tiros. Após o ataque, o homem chegou a receber atendimento médico durante o fim de semana. Contudo, nesta segunda-feira, ele recebeu alta hospitalar e retornou para sua casa. Poucas horas depois de sua liberação, Zaghi foi encontrado caído de bruços por sua esposa, já sem vida.

O indivíduo, que cumpria pena em regime semiaberto, estava vinculado à unidade prisional Gameleira, de onde saía para trabalhar e retornava conforme as regras do regime. Seu retorno ao convívio familiar, após a alta médica, foi breve e culminou em seu falecimento no mesmo dia.

Questionamentos sobre a alta médica

A irmã de David, que acompanhou o processo de alta e o levou para casa, manifestou preocupação com a decisão de liberação hospitalar. Em entrevista ao Campo Grande News, a familiar, que preferiu não ser identificada, relatou que o irmão ainda apresentava significativas dificuldades físicas após os disparos. Segundo ela, David não conseguia manter-se em pé e permaneceu sonolento durante a maior parte do tempo.

A familiar descreveu as dificuldades enfrentadas no transporte: “Eu falei que ele não estava bem, que ele não tinha condições de ir para casa. Quando chegou no carro, ele não conseguia firmar as pernas. Fomos eu e meu cunhado que colocamos ele dentro do veículo.” Ela informou que David teria sido atingido por disparos na perna, no abdômen e nas costas, e que só soube da internação no sábado à noite, após ele ser encaminhado de ambulância para a Santa Casa.

A irmã também mencionou tentativas frustradas de obter informações médicas detalhadas antes da alta, sem conseguir contato com o profissional responsável pelo atendimento. Ela especulou que o histórico de David, envolvendo uso de álcool e substâncias, além de sua condição de ex-presidiário, poderia ter influenciado no tratamento recebido. “Para mim, mandaram ele para casa para morrer em casa. Ele tinha histórico de álcool e substância, era ex-presidiário, e eu acho que isso pesou”, afirmou.

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