As forças de segurança de Mato Grosso do Sul demonstraram pronta resposta operacional em meio a um ataque direto a um comboio policial neste sábado, 04 de julho. Durante o transporte de Rubens Zilio Neto, de 35 anos, indivíduo apontado como envolvido na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, o comboio foi alvo de uma emboscada. A reação dos policiais culminou em confronto e na morte do detido, sem que nenhum agente ficasse ferido.
Ação Operacional do BOPE Durante Transferência
O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul executava a transferência de Rubens Zilio Neto para a capital, Campo Grande, quando o incidente ocorreu. O comboio policial realizou uma parada estratégica em um posto de combustíveis, localizado nas proximidades da ponte sobre o rio Paraguai, na região de Porto Morrinho, a aproximadamente 70 km de Corumbá, para a manutenção necessária de uma das viaturas.
Nesse momento de pausa operacional, a equipe policial foi surpreendida por diversos disparos provenientes de uma área de mata adjacente. Demonstrando técnica e preparo, os policiais reagiram imediatamente à agressão, iniciando a busca pelos autores dos tiros. Houve um intenso confronto e, durante a troca de disparos com os agressores, Rubens Zilio Neto foi atingido, não resistindo ao ferimento e vindo a óbito no local.
A ação rápida e coordenada das equipes garantiu que nenhum policial fosse ferido durante o ataque. Após o confronto, equipes do BOPE permaneceram na região, reforçando o patrulhamento e realizando buscas ostensivas com apoio de diversas viaturas das forças de segurança, com o objetivo de localizar e identificar os responsáveis pela emboscada. A Polícia ressaltou que Rubens possuía histórico de “participação em desacordos entre grupos criminosos, acumulando inimigos na fronteira”. As circunstâncias exatas do confronto e a origem do disparo que atingiu o detido estão sendo minuciosamente apuradas.
Resposta Força-Tarefa à Morte de Soldado da PM
A morte de Rubens Zilio Neto ocorre poucos dias após o assassinato do soldado da PM Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, um crime que desencadeou uma robusta força-tarefa das polícias nas cidades de Corumbá e Ladário, situadas na fronteira com a Bolívia. O soldado Marcelo, integrante do Getam (Grupamento Especial Tático de Motos), que compõe o 6º Batalhão da Polícia Militar, foi baleado durante uma perseguição a criminosos armados em 30 de junho.
A ocorrência que resultou na morte do soldado Pimenta teve início em Ladário. Ocupantes de um veículo Fiat Argo efetuaram diversos disparos contra uma residência nas proximidades da Praça do bairro Almirante Tamandaré. Investigações preliminares indicaram que o alvo do ataque era um homem que, por sorte, não foi atingido pelos tiros.
Acionadas, as equipes do Getam prontamente localizaram o veículo suspeito em Corumbá e iniciaram o acompanhamento tático. Durante a tentativa de abordagem na Rua Totico de Medeiros, no bairro Centro América, os suspeitos reagiram com violência, abrindo fogo contra os policiais. O soldado Marcelo Pimenta foi atingido, socorrido em estado grave, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no centro cirúrgico da Santa Casa. As ações subsequentes das forças de segurança visaram identificar e capturar todos os envolvidos neste grave atentado contra a vida de um policial militar em serviço.
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