Bahia registra 54 casos de queimaduras em seis dias de festejos juninos; Polícia Civil reforça proibição de espadas de fogo

O período junino na Bahia foi marcado por um alerta operacional significativo na área da saúde e segurança pública. Entre os dias 18 e 23 de junho, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) registrou 54 casos de pessoas atingidas por queimaduras. Deste total, o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, efetuou 34 atendimentos, evidenciando a intensidade da demanda nos serviços de emergência e a gravidade das ocorrências que impactam diretamente a população.

Impacto Direto na População e Vulnerabilidade Infantil

A análise dos registros da Sesab aponta para uma preocupante incidência entre os mais jovens, com 15 casos envolvendo crianças. Entre as vítimas infantis, destaca-se uma criança de apenas dois anos de idade que foi atingida por uma espada de fogo dentro de sua própria residência. Esses incidentes estão intrinsecamente relacionados ao uso inadequado de fogos de artifício e a acidentes com fogueiras, elementos tradicionais que, sem o devido controle, representam sérios riscos à integridade física.

A ocorrência de tais acidentes durante os festejos juninos, que deveriam ser de celebração, revela a constante necessidade de vigilância e a adesão às normas de segurança para prevenir lesões graves e permanentes. A atuação das equipes de saúde, especialmente do HGE, é crucial para mitigar os danos e oferecer o suporte necessário às vítimas, fortalecendo a rede de atendimento emergencial no estado.

Polícia Civil Atua na Investigação e Reforça Proibição de Artefatos de Alto Risco

A seriedade da situação foi acentuada pelo registro de um óbito. Na terça-feira, 23 de junho, véspera de São João, um homem de 47 anos, identificado como Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento, faleceu em Sapeaçu, no recôncavo baiano, após se queimar gravemente enquanto manuseava espadas de fogo. O incidente fatal sublinha os perigos diretos associados ao uso desses artefatos, que podem ter consequências irreversíveis para os envolvidos e suas famílias.

Em resposta a esses eventos e no âmbito de suas atribuições de segurança pública, a Polícia Civil reforça a legislação vigente. A corporação informa que o porte, posse, armazenamento, transporte e uso de espadas de fogo permanecem proibidos em todo o estado da Bahia. Essas condutas podem ser enquadradas no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, prevendo pena de três a seis anos de reclusão, o que demonstra a gravidade legal associada a essas práticas e o rigor com que são tratadas pelas autoridades.

A proibição imposta pela legislação visa proteger a sociedade dos riscos inerentes a esses artefatos explosivos. A Polícia Civil atua na investigação das ocorrências e na fiscalização para garantir o cumprimento da lei. Contudo, a corporação também aponta que a implementação integral de estruturas e regulamentações, conforme previsto em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para o uso controlado de tais artefatos, ainda não foi concluída. Isso indica um desafio contínuo para as forças de segurança e órgãos de controle na gestão e prevenção de acidentes, exigindo atenção constante.

As investigações sobre os casos de queimaduras e o incidente fatal prosseguem sob a coordenação da Polícia Civil, buscando apurar todas as circunstâncias e identificar possíveis violações à proibição de uso das espadas de fogo. Esta ação investigativa é fundamental para a manutenção da ordem pública e para a dissuasão de condutas ilegais que comprometem a segurança da comunidade, valorizando o trabalho técnico das equipes envolvidas na proteção da vida.

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