# Autópsia confirma execução de policiais após rendição em ataque a posto fronteiriço

Uma autópsia detalhada revelou que os policiais assassinados durante o ataque ao posto da Polícia Nacional do Paraguai, localizado na Colônia Naranjito, a aproximadamente 30 quilômetros de Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, foram brutalmente executados após serem rendidos. A informação crucial foi divulgada nesta quarta-feira, dia 22 de julho, um dia após a ação criminosa que resultou em três mortes e na destruição completa do prédio da unidade policial, conforme noticiado pelo jornal paraguaio ABC Color. As investigações técnicas aprofundam o entendimento sobre a dinâmica e a violência empregadas pelos criminosos.

Detalhes Cruciais da Perícia Médica Forense Confirma Brutalidade

O legista Pablo Lemir, responsável pelos exames, identificou a sequência de eventos que culminaram nas mortes. O suboficial inspetor Herminio Ojeda González, de 33 anos, foi atingido inicialmente por três tiros nas costas. As lesões provocaram ferimentos no tórax e hemorragia pulmonar que, segundo o especialista, não teriam sido fatais de imediato. A causa definitiva da morte foi um disparo efetuado dentro da boca do policial. A presença de resíduos de pólvora na língua confirma que o tiro foi dado à queima-roupa, com o cano da arma encostado na vítima, evidenciando uma execução.

O outro agente, suboficial major Atilio Martínez Barrios, de 40 anos, recebeu o primeiro tiro na região da axila direita. Este projétil rompeu vasos sanguíneos vitais e perfurou o coração do policial. Em seguida, o major foi atingido por um tiro na cabeça, também efetuado a curta distância. A combinação das lesões demonstra a intensidade da violência desferida contra os agentes da lei.

Além dos dois policiais, o funcionário civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, igualmente perdeu a vida no ataque. A perícia forense para o caso de Escobar Piris está agendada para esta quinta-feira (23), visando esclarecer as circunstâncias de seu óbito. Os corpos dos policiais apresentavam queimaduras de segundo e terceiro graus na parte frontal. Os uniformes dos agentes estavam parcialmente queimados e aderiram à pele, sugerindo que os corpos foram expostos ao fogo que incinerou o posto policial. A perícia ainda investigará se houve movimentação dos corpos antes do incêndio ser deflagrado, um detalhe crucial para a reconstituição dos fatos.

Ao jornal paraguaio, o legista Lemir foi categórico ao afirmar que as lesões encontradas nos policiais evidenciam que eles já estavam dominados pelos criminosos no momento em que foram executados. Esta conclusão técnica reforça a natureza deliberada e brutal das mortes, indicando que os agentes não tiveram chance de defesa após serem subjugados pelo grupo armado.

Ação Coordenada e Violenta dos Criminosos

O ataque ao posto da Polícia Nacional do Paraguai ocorreu na noite de terça-feira (21). Um grupo estimado entre 20 e 30 homens armados invadiu a unidade policial, abriu fogo contra os ocupantes e incendiou o prédio, além de quatro veículos que estavam estacionados na área externa. Em meio ao caos e à violência, um quarto agente da lei conseguiu escapar da emboscada ao simular sua morte, para depois fugir em direção a uma área de mata densa, salvando sua vida da ação criminosa.

Para incendiar o posto e os veículos, os criminosos utilizaram bombas incendiárias caseiras, popularmente conhecidas como “coquetel molotov”. Durante a perícia no local, foram recolhidos diversos cartuchos deflagrados de calibres 5,56 e 7,62, o que indica o uso de armamento de guerra pelo grupo. Testemunhas presentes nas proximidades relataram que os integrantes do bando estavam vestidos com roupas camufladas, que se assemelhavam aos uniformes de forças militares do Paraguai, um dado relevante para a investigação da identidade e da preparação dos agressores.

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