Guarda Municipal de folga agride eletricista; Polícia Militar e Civil mobilizam atendimento e apuração em Campo Grande

Uma ocorrência de agressão marcou o atendimento técnico de uma equipe da Energisa na noite desta terça-feira, 18 de agosto, em Campo Grande, no bairro Moreninha. Um guarda municipal, fora de serviço, foi o autor das agressões contra um eletricista, exigindo a pronta intervenção da Polícia Militar (PM). O incidente desencadeou um protocolo de atendimento que incluiu socorro médico ao agressor e encaminhamento da vítima à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para as providências legais cabíveis, evidenciando a atuação das forças de segurança diante do fato.

Agressão em Atendimento Técnico Essencial

A equipe da empresa prestadora de serviços da Energisa foi mobilizada para atender a um chamado de manutenção na rua Firminópolis. No local, os técnicos identificaram uma situação de religação clandestina na rede elétrica, popularmente conhecida como “gato”, que havia sido realizada após o corte do fornecimento. Essa intervenção irregular resultou em mau contato nas instalações, levando a moradora do imóvel a solicitar o reparo oficial da concessionária, buscando restabelecer a segurança e o correto funcionamento da energia elétrica.

Durante o trabalho técnico, um guarda municipal, que não possuía relação com a proprietária do imóvel e estaria ingerindo bebida alcoólica no local, abordou os trabalhadores de forma agressiva. O servidor questionou reiteradamente a equipe sobre a possibilidade de aplicação de multa em decorrência do corte e da religação indevida. Apesar das explicações do eletricista de que a equipe de campo não detinha atribuição para aplicar qualquer penalidade financeira naquele momento, o indivíduo partiu para a agressão física, desferindo diversos socos contra o peito e a cabeça do trabalhador.

Conforme relato do eletricista, a agressão ocorreu após a tentativa de explicar a limitação de suas funções. “Ele disse para ele que a gente não aplicava multa. Ele entrou no carro e pegou a chave. Falei para meu colega pegar a chave ele, ai quando fui buscar mais ferramentas para terminar o serviço, ele veio para cima de mim e começou a me agredir”, detalhou a vítima ao Campo Grande News. Em legítima defesa e para conter o ataque, o eletricista reagiu, desferindo um soco contra o guarda municipal, que caiu ao solo.

Resposta Operacional e Apuração dos Fatos

Imediatamente após a agressão, a Polícia Militar foi acionada e deslocou uma equipe até o endereço da ocorrência. Os agentes atuaram no local para estabilizar a situação e garantir a segurança dos envolvidos. O guarda municipal, após a queda, necessitou de socorro. Foi inicialmente encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moreninhas. Dada a condição de sonolência e a queda, a equipe médica da UPA determinou sua transferência para a Santa Casa, onde passou por exames detalhados e avaliação médica aprofundada para verificar a extensão das lesões.

Em paralelo, o eletricista agredido foi encaminhado à Depac Cepol. Na delegacia, a vítima manifestou formalmente seu interesse em representar criminalmente contra o guarda municipal. Como parte do procedimento padrão de investigação, foi fornecida uma guia para a realização de exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), medida essencial para documentar as lesões sofridas e subsidiar o inquérito policial. Esse trabalho conjunto entre a Polícia Militar e a Polícia Civil demonstra a eficiência na resposta a ocorrências de agressão, assegurando que os trâmites legais sejam devidamente cumpridos.

As instituições envolvidas também se manifestaram sobre o incidente. A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) informou, por meio de sua assessoria, que não havia tomado conhecimento oficial da ocorrência até o contato da imprensa. A pasta reforçou que possui ouvidoria e corregedoria para denúncias de qualquer natureza envolvendo seus servidores e que, ao ter conhecimento formal, o caso será encaminhado à corregedoria para apuração dos fatos e instauração dos procedimentos administrativos cabíveis. A Sesdes enfatizou que não compactua com esse tipo de conduta. Por sua vez, a Energisa relatou ter conhecimento do incidente durante o atendimento de uma ocorrência de falta de energia, envolvendo profissionais de uma empresa terceirizada. A companhia expressou repúdio a qualquer ato de violência, assegurou apoio aos profissionais envolvidos e informou que acompanha a apuração do caso pelas autoridades competentes.

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