Uma situação de controvérsia foi registrada na manhã desta quinta-feira, 20 de junho, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), campus de Ondina, em Salvador. O deputado estadual Diego Castro (PL) dirigiu-se ao local após receber uma denúncia sobre a presença de adesivos de apoio a políticos em dependências públicas da universidade. A intervenção do parlamentar, que incluiu a retirada de parte do material, desencadeou um protesto de estudantes no campus.
A denúncia, recebida por Diego Castro de um estudante, indicava a presença de adesivos que manifestavam apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após tomar conhecimento da situação, o deputado foi até a instituição e, em sua ação, removeu parte desses materiais. Este ato direto gerou uma reação imediata por parte dos estudantes presentes no local, que se manifestaram contrários à conduta do parlamentar.
Intervenção Parlamentar Gera Confronto no Campus
A presença do deputado e a retirada dos adesivos resultaram em um protesto de estudantes, culminando em discussões e troca de acusações. Durante o embate, Diego Castro foi chamado de “fascista” por integrantes do grupo que se opunha à sua presença e intervenção. O parlamentar justificou sua ação, afirmando que sua ida à universidade teve como propósito questionar o uso de um espaço público para a divulgação de material político-eleitoral.
“Universidade pública não é comitê eleitoral de Lula, de Jerônimo ou de partido nenhum. Se querem fazer campanha, que façam nas ruas, nos comitês e dentro das regras eleitorais”, declarou Diego Castro, defendendo a neutralidade dos espaços educacionais. A contestação à retirada dos adesivos pelos estudantes aprofundou o debate no local. O deputado criticou essa reação, interpretando-a como uma tentativa de impedir o questionamento sobre a presença do material.
Ele reforçou sua posição: “Fui chamado de fascista simplesmente porque não aceitei calado que um patrimônio público seja utilizado para proselitismo político. Universidade é lugar de ensino, pesquisa, debate e pluralidade, não propriedade de um partido.” Segundo o deputado, a denúncia original partiu de um estudante incomodado com a situação. Diego Castro reiterou a defesa de que diferentes posicionamentos políticos devem ser respeitados, mas o espaço deve ser neutro. “O espaço pertence a todos: a quem é de direita, de esquerda, de centro e a quem simplesmente não quer participar de política”, afirmou.
Perspectivas Legais e Desdobramentos Anunciados
Diante do episódio, o deputado Diego Castro informou que pretende cobrar esclarecimentos formais sobre a presença dos adesivos nas dependências da UFBA. Ele indicou que avaliará eventuais medidas relacionadas ao ocorrido, sinalizando a possibilidade de desdobramentos futuros para garantir a conformidade com as normas. O parlamentar defendeu que as mesmas regras sejam aplicadas de forma equânime, independentemente do candidato ou grupo político beneficiado pelo material.
A legislação eleitoral brasileira estabelece restrições claras à veiculação de propaganda em bens públicos ou de uso comum. A caracterização de determinado material como propaganda eleitoral e a eventual irregularidade dependem das circunstâncias específicas de cada caso. A ação do deputado e a reação dos estudantes na UFBA destacam a sensibilidade do tema e a necessidade de uma aplicação consistente das normativas para preservar a integridade do ambiente acadêmico e o respeito às regras eleitorais.
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