A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as investigações sobre a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, e confirmou o feminicídio como a causa do óbito. O crime, ocorrido em 18 de maio de 2026 em Campo Grande, teve sua natureza de violência doméstica e familiar plenamente estabelecida após um rigoroso trabalho investigativo e técnico. A elucidação dos fatos levou à prisão preventiva de João Jazbik Neto, de 78 anos, apontado pela investigação como autor.
Investigação Técnica Descartou Hipótese Inicial de Suicídio
Conduzida pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), a investigação empregou um conjunto de técnicas e análises para reconstruir a cronologia e a dinâmica do ocorrido. O pilar dessa apuração foi a finalização das perícias técnicas, elementos cruciais para o desfecho do caso e a comprovação da materialidade do crime.
Laudos detalhados, elaborados pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal, foram decisivos para a conclusão policial. Esses documentos técnicos afastaram categoricamente a hipótese inicial de suicídio, que havia sido levantada, e, por meio de evidências forenses robustas, comprovaram a materialidade do feminicídio. A precisão científica dos exames foi fundamental para direcionar a investigação.
Paralelamente às análises periciais, a equipe da Polícia Civil ouviu diversas testemunhas e submeteu aparelhos celulares apreendidos a análises aprofundadas. Os dados extraídos desses dispositivos eletrônicos contribuíram significativamente para o esclarecimento das circunstâncias da morte, complementando as conclusões dos exames técnicos e reforçando o trabalho de inteligência da unidade.
Ação Operacional Culmina em Prisão Preventiva
A fase investigativa culminou em uma ação operacional estratégica. Na última sexta-feira (14), policiais civis cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande contra João Jazbik Neto. A medida é um reflexo direto da solidez das provas e da conclusão técnica de que o investigado é o autor do feminicídio, conforme previsto no artigo 121-A do Código Penal, demonstrando a resposta eficaz das forças de segurança.
A versão inicialmente apresentada pelo próprio médico, que acionou o socorro e a Polícia Militar informando um suposto suicídio por disparo de arma de fogo no dia do crime, foi descartada de forma conclusiva pela investigação. Os elementos periciais e testemunhais reunidos apontaram de forma inequívoca que Fabiola Marcotti foi vítima de feminicídio, uma trágica ocorrência no contexto de violência doméstica e familiar. A atuação policial garantiu que a verdade dos fatos fosse estabelecida, revertendo a narrativa inicial.
Encaminhamento ao Judiciário para Análise e Denúncia
Com todas as diligências investigativas finalizadas, o Inquérito Policial será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Esses órgãos realizarão a análise formal do caso e avaliarão a oferta da denúncia contra o investigado, dando prosseguimento ao rito processual em busca de justiça para a vítima e seus familiares. A ação da Polícia Civil representa um passo fundamental na proteção da sociedade e no combate à violência doméstica.
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