Suspeito da morte de Soldado Lemos em Campos Sales é neutralizado em confronto com o RAIO

A ação rápida e coordenada das forças de segurança resultou na neutralização de Alex de Castro Aquino, de 42 anos, conhecido como “Zé Doido”, na noite da última sexta-feira (14), em Campos Sales. Apontado como o principal suspeito da morte do Soldado Lemos, ocorrida em 2016, e como chefe do tráfico de drogas na região, o indivíduo entrou em confronto com militares do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) no bairro Barragem, após ser denunciado como um homem armado. A intervenção policial reforça o compromisso das equipes com a proteção da sociedade e o combate à criminalidade organizada.

Resposta Operacional e Apreensão de Armamento

Por volta das 21h30min, as equipes do RAIO receberam informações sobre a presença de um homem armado e se deslocaram imediatamente para o local indicado. Ao avistar a aproximação dos policiais, Alex de Castro Aquino empreendeu fuga. Durante a perseguição, o acusado atirou contra os militares, que reagiram à agressão. No confronto, “Zé Doido” foi atingido e prontamente socorrido ao hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.

No desdobramento da ação, os “raianos” apreenderam um revólver calibre 38, contendo munições intactas e deflagradas. O armamento foi apresentado na Delegacia de Crato, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis. A apreensão do revólver é um resultado direto da operação e impede que a arma seja utilizada em novas ações criminosas, contribuindo para a redução da violência armada na comunidade.

Vínculo com a Morte do Soldado Lemos e Histórico Criminal Extenso

Alex de Castro Aquino era um nome conhecido no cenário criminal de Campos Sales e áreas adjacentes, sendo apontado como o líder do tráfico de drogas e acusado de diversos crimes. Ele já havia cumprido pena em um dos presídios da Região Metropolitana de Fortaleza, indicando um histórico de envolvimento com atividades ilícitas de alta complexidade.

A atuação de “Zé Doido” foi diretamente ligada ao trágico evento de 8 de maio de 2016, quando o Soldado do RAIO, José Roberto Lemos Soares, de 25 anos, perdeu a vida em uma troca de tiros no Bar da Miúda, no Bairro Aparecida, em Campos Sales. Na ocasião, militares do RAIO investigavam denúncias sobre a chegada de 1 Kg de cocaína. Durante o confronto, além do Soldado Lemos, Luan Silva Teixeira, de 26 anos, também morreu, e o Soldado PM Edmilson Passos de Araújo ficou ferido no braço.

“Zé Doido” era o principal suspeito de ter efetuado o disparo que vitimou o Soldado Lemos. Ele e outros dois indivíduos fugiram pela mata, roubando uma motocicleta após abandonarem um Chevrolet Agile. O bar, que era ponto de encontro dos envolvidos, foi incendiado em duas ocasiões posteriores, nos dias 16 de maio e 2 de junho, estando abandonado após a fuga da proprietária “Miúda” e sua filha, visto que “Zé Doido” era genro da comerciante.

Operações Integradas e Desarticulação de Rede Criminosa

A investigação da morte do Soldado Lemos desencadeou uma série de operações policiais. Em 5 de abril de 2017, uma ação conjunta das polícias de Campos Sales, Araripe e Picos (PI) capturou Marlôncio Benigno Campos, de 35 anos, conhecido como “Neguinho” ou “Moreno”, em Picos (PI). Ele foi preso mediante cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, sendo envolvido no assassinato do Soldado Lemos. Na residência do detido, os policiais apreenderam revólver calibre 38, espingarda calibre 36, várias facas e bastante dinheiro.

Posteriormente, em 20 de junho de 2019, Maria Dalvani da Silva, “Miúda”, então com 62 anos, foi presa no bairro Croatá, em Pacajus, onde estava refugiada na casa de familiares. O processo judicial denunciou “Zé Doido” e outros indivíduos por homicídio qualificado. Em 1º de julho de 2019, a polícia prendeu Danilo Alves do Nascimento, de 26 anos, em São Paulo (SP), e Luana Alves da Silva, de 31 anos, em Pacajus. Na ocasião, foram apreendidos 20 papelotes de cocaína, 81 de crack e 18 trouxinhas de maconha, demonstrando a conexão dos envolvidos com o tráfico de drogas.

Outros registros criminais atribuídos a “Zé Doido” incluem uma prisão em janeiro de 2009 por posse de maconha e o assassinato de Tiago Feitosa de Lima, “Nego Cassete”, em 21 de maio de 2012. A morte de “Zé Doido” representa um impacto direto na estrutura do crime organizado local e um avanço significativo na resposta às ações criminosas na região do Cariri.

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