A Polícia Civil, por meio da Operação Exarmatio, cumpre medidas judiciais estratégicas nesta terça-feira (11), mirando uma organização criminosa investigada por sua atuação no abastecimento do mercado clandestino de armas de fogo na Bahia. A ofensiva operacional, de caráter interestadual, busca desmantelar a estrutura do grupo e interromper suas atividades ilegais, que impactam diretamente a segurança pública.
As ações coordenadas resultaram no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em localidades estratégicas: Feira de Santana (BA), Santo Estêvão (BA) e Aracaju (SE). Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 38 milhões em bens e valores vinculados aos indivíduos investigados, representando um golpe significativo na capacidade financeira da organização.
Ação Investigativa e Impacto Operacional
As investigações técnicas, que precederam a deflagração da operação, revelaram que o grupo atua de forma estruturada na comercialização ilícita de armamentos, com uma clara divisão de funções entre seus integrantes e logística que se estende por mais de um estado. A Operação Exarmatio visa, portanto, a desarticulação completa dessa organização, a interrupção do fluxo financeiro que sustenta suas atividades e a coleta de novos elementos de prova essenciais para o avanço das apurações.
A mobilização para o cumprimento das medidas judiciais envolveu aproximadamente 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes operacionais. Este contingente, capacitado para atuações de alta complexidade, foi responsável pela execução precisa dos mandados e pela continuidade das diligências investigativas nos locais das ocorrências.
Integração e Força-Tarefa Policial
A coordenação da Operação Exarmatio está a cargo do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), evidenciando a especialização e o foco no combate a grupos de alta periculosidade. A complexidade da operação demandou uma articulação interinstitucional robusta.
O Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) ofereceu suporte fundamental, com a participação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana). A Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), também integrou a força-tarefa, reforçando a capacidade de resposta na região. A cooperação se estendeu à Polícia Civil de Sergipe, crucial para a execução das ações no estado vizinho, demonstrando a importância da colaboração entre as unidades federativas na neutralização de crimes interestaduais.
A atuação conjunta das forças policiais na Operação Exarmatio reforça o compromisso com a proteção da sociedade, retirando de circulação estruturas que alimentam a violência e o crime organizado por meio do comércio ilegal de armas. O resultado operacional direto impacta a segurança das comunidades e serve como um indicativo da eficiência das investigações e da resposta estatal.
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