A Polícia Civil de Campo Grande investiga o paradeiro de uma criança de apenas dois anos, após sua mãe registrar boletim de ocorrência por não conseguir localizar a filha. O caso, com complexa sequência de eventos familiares, mobiliza a equipe de investigação para apurar os fatos e garantir a segurança e o bem-estar da menor.
A mãe procurou a Polícia Civil em Campo Grande para formalizar o desaparecimento da filha. O registro indica que, durante internação para tratamento, a criança foi deixada com um amigo.
Cronologia dos Fatos e a Busca Incansável da Mãe
O relato à Polícia Civil informa que a mãe esteve internada no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III, no Aero Rancho, entre 30 de julho e 3 de agosto. Nesse período, a criança foi deixada sob os cuidados de um amigo, com o combinado de ser entregue posteriormente a um ex-cunhado da genitora.
Após alta médica em 4 de agosto, a mãe contatou a ex-sogra para informações sobre a filha. Recebeu apenas uma foto, sem detalhes de sua localização. A mulher não explicou à polícia o motivo de ter deixado a filha com o amigo inicialmente.
A busca por respostas intensificou-se no domingo, 9 de agosto. A mãe tentou novamente contato com a ex-sogra por ligações e mensagens para pedir a devolução da filha, mas não obteve resposta, conforme o registro policial.
Divergências nos Relatos e Ação da Polícia Civil
Diante da falta de informações, a mãe foi, por volta das 18 horas de ontem, à casa onde morava com o ex-marido para buscar pertences e obter notícias da filha. O homem afirmou que a criança estava viajando com a avó paterna, adicionando nova complexidade ao caso.
Cerca de duas horas depois, às 20 horas, a avó paterna chegou ao local sem a menina. Ela alegou que a neta estava com o ex-cunhado da mãe. Conforme o boletim, a avó disse para a mãe “ir atrás de seus direitos”, sob a alegação de que ela teria “abandonado a filha”.
Diante das informações divergentes e da ausência de um paradeiro claro para a criança, a Polícia Civil assumiu o caso. A equipe de investigação está empenhada em apurar detalhes e contradições dos relatos, com o objetivo de estabelecer a verdade e, primordialmente, localizar a criança. O boletim não detalha a localização exata da menina, nem decisões judiciais sobre a guarda, indicando a natureza investigativa do registro.
A atuação da Polícia Civil é fundamental para desvendar as circunstâncias do caso, que envolve não apenas o desaparecimento de uma menor, mas também relações familiares e informações desencontradas. A investigação foca na coleta de dados, oitiva dos envolvidos e diligências para esclarecer a situação e assegurar a proteção da criança.
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