Um homem, que ainda não teve sua identidade oficialmente confirmada, foi encontrado sem vida às margens da rodovia BR-262, no quilômetro 367, na região do Indubrasil, em área próxima à rotatória de acesso a Campo Grande. O trágico desfecho ocorreu no início da tarde do último sábado, dia 08 de agosto, após o indivíduo apresentar sinais de mal-estar e suplicar por ajuda antes de perder a consciência, conforme relato de uma testemunha ocular.
Testemunha relata pedido de socorro e primeiros contatos com equipes de emergência
O operador autônomo Valdeir dos Santos Melo, de 32 anos, que estava em uma horta comunitária nas imediações do local, percebeu a presença do homem em situação de fragilidade. Segundo o depoimento de Valdeir, o indivíduo chegou caminhando, demonstrando visível desorientação e, na sequência, começou a manifestar intensas dores. “Ele passou a mão na barriga pedindo ajuda, também batia no próprio peito e quase não conseguia ficar em pé”, detalhou a testemunha à reportagem, descrevendo a gravidade do quadro.
Diante da cena e da urgência do pedido de socorro, Valdeir dos Santos Melo iniciou os procedimentos de solicitação de atendimento por volta das 9h20. Em um esforço contínuo para obter auxílio, a testemunha realizou diversas tentativas de contato, buscando suporte junto a distintas entidades responsáveis pelo atendimento de emergência e social. Os acionamentos incluíram o Corpo de Bombeiros, um serviço voltado à população em situação de rua, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar.
Desafios no acionamento e demora no atendimento
Conforme o relato de Valdeir, o processo de acionamento não ocorreu sem dificuldades. Ao entrar em contato com o serviço de apoio a pessoas em situação de rua, a orientação recebida foi para que procurasse o Corpo de Bombeiros. A testemunha afirma que já havia estabelecido contato com o serviço de emergência principal e, diante da nova instrução, precisou realizar mais chamadas para reiterar o pedido de ajuda. “Não é uma questão de acolher a pessoa, é uma questão de saúde”, ponderou Valdeir, ressaltando a natureza da emergência.
Valdeir relatou que, ao acionar o Corpo de Bombeiros, informou claramente que o homem não apresentava ferimentos visíveis, mas manifestava sintomas que, em sua avaliação, poderiam ser indicativos de um infarto. A equipe de resgate foi oficialmente acionada, mas, de acordo com o testemunho do operador autônomo, houve uma significativa demora para a sua chegada ao local. O desfecho trágico com a morte do homem ressalta a importância da agilidade e coordenação no atendimento a emergências de saúde em vias públicas.
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