polícia civil apura furto qualificado de quase R$ 40 mil em campo grande

A Polícia Civil de Campo Grande apura um caso de furto qualificado mediante fraude eletrônica, onde um idoso de 71 anos teve R$ 39,7 mil transferidos de sua conta bancária por meio de transações que ele afirma não reconhecer. O incidente foi registrado no último sábado, 08 de agosto, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, em Campo Grande, e mobiliza as autoridades para a identificação dos envolvidos.

Conforme detalhado no boletim de ocorrência, o fluxo de movimentação bancária teve início por volta das 14 horas da sexta-feira anterior ao registro da fraude. Nesse momento, a esposa da vítima realizou uma operação legítima, efetuando um PIX no valor de R$ 29.449,66. Essa transferência ocorreu de uma conta mantida no Banco Sicredi para a conta do próprio idoso, no PagBank. Pouco tempo depois, ao verificar o extrato e a movimentação financeira, o homem constatou as transferências eletrônicas não autorizadas.

Detalhes das Transações Não Autorizadas

O montante total que foi subtraído da conta do idoso, por meio das operações não reconhecidas, atinge a quantia de R$ 39.700. Essas operações foram realizadas em uma sequência que exige investigação minuciosa para desvendar a mecânica do golpe e identificar os beneficiários.

A primeira das três movimentações fraudulentas totalizou R$ 7,7 mil. Este valor foi direcionado para uma conta bancária registrada em nome de Anderson Carlos Alves, em uma conta da instituição financeira Neon. Os dados da ocorrência apontam para uma ação planejada na execução das transferências.

Subsequentemente, uma segunda transferência, de valor mais elevado, foi efetuada. A quantia de R$ 12 mil teve como destinatário Maycon do Nascimento Pereira, com a transação registrada em uma conta vinculada à Caixa Econômica Federal. A diversidade de instituições e de nomes sinaliza uma possível rede de atuação dos envolvidos na fraude.

Por fim, a terceira e maior das transferências alcançou o valor de R$ 20 mil. Esta última operação foi direcionada para uma conta no Banco Stone. Um detalhe importante observado no registro policial é que o comprovante desta transação, apresentado pela vítima às autoridades, não informa o nome do beneficiário. Esta lacuna pode dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos responsáveis.

Ação Policial e Investigação em Andamento

O caso foi formalmente registrado como furto qualificado, com a agravante de ter sido cometido mediante fraude e por meio de dispositivo eletrônico ou informático. A classificação sublinha a natureza técnica do crime e a complexidade da investigação. A Depac Centro atuou no registro inicial da ocorrência, coletando os primeiros relatos e evidências para o prosseguimento das diligências investigativas pela Polícia Civil.

Em seu depoimento, o idoso afirmou categoricamente que não recebeu ligações de desconhecidos que pudessem estar relacionadas ao incidente e negou ter acessado quaisquer links suspeitos. Essa declaração orienta as equipes de investigação a compreenderem como o acesso à conta foi obtido, já que a vítima não soube informar a origem da falha. A posse dos comprovantes das transações pela vítima representa um elemento fundamental para o trabalho de rastreamento das operações e a identificação dos envolvidos.

A Polícia Civil de Campo Grande assumiu a condução da investigação, comprometida com a apuração integral dos fatos. O foco está na identificação dos responsáveis pela fraude e na adoção de todas as providências legais cabíveis, buscando a recuperação dos valores e a neutralização da ação criminosa.

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