Forças de Segurança Intensificam Busca por Recém-Nascida em Campo Grande; Depca Investiga Sequestro e Família Contesta Versão de Dívida

Em Campo Grande, as forças de segurança intensificam a busca por uma recém-nascida, de apenas 28 dias, cujo desaparecimento está sendo investigado como sequestro pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). O caso ganhou contornos complexos após a família da bebê refutar categoricamente a linha de investigação inicial que sugeria o envolvimento do pai em dívidas de facção criminosa. Até o presente momento, a criança não foi localizada, mobilizando integralmente os esforços das autoridades.

Versões Contraditórias Orientam a Investigação da Depca

A mãe da recém-nascida, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 12 anos, relatam terem sido dopadas após irem à casa da suposta sequestradora em busca de serviço. Essa narrativa contrapõe a hipótese de que a bebê teria sido entregue para quitar débitos do pai biológico, um jovem de 21 anos, supostamente faccionado. A família, por sua vez, afirma que o crime foi cometido pela suspeita para saldar dívidas do seu próprio esposo, cujo valor estimado é de R$ 30 mil a R$ 35 mil.

A tia da bebê detalhou a coerção: “Eles perguntaram se ela [a mãe] queria entregar o bebê ou ser morta”. E acrescentou sobre a motivação da sequestradora: “disse que teria sequestrado o bebê para pagar a dívida do esposo, que devia R$ 30 mil. Parece que ele é criminoso.” O pai, em depoimento à Depca, negou envolvimento, expressando preocupação com as acusações e defendendo sua inocência contra a ideia de ter “vendido a criança”.

Desaparecimento e Apelo Urgente à População

O paradeiro da recém-nascida, sem registro de nascimento, permanece desconhecido. A família faz um apelo emocionado: “A gente pede para a população que ajude a gente a encontrar ela; não sabemos nada. Tiraram um pedaço da gente. Ela nem viveu direito do nosso lado. Estamos muito preocupados. Qualquer informação, ligue para a polícia. Só pedimos ajuda”, clamou a tia da bebê.

A Armadilha: Da Conquista de Confiança ao Sequestro

A investigação da Depca detalha a abordagem da suposta sequestradora. Durante a gestação, a suspeita estabeleceu contato com a mãe via grupo de doação, oferecendo roupas, carrinho e um ‘book’ de fotos gratuito, construindo um vínculo de confiança. Na quinta-feira, 6 de agosto, a mulher convidou a adolescente e sua irmã, de 12 anos, para sua residência, prometendo R$ 100 para cuidar de seu bebê de seis meses. A viagem foi custeada pela suspeita em carro de aplicativo.

No imóvel, a mãe foi levada aos fundos, onde um homem a fez desmaiar com um pano no rosto, trancando-a e amarrando-a em um banheiro. A irmã foi confinada em um quarto com a recém-nascida. Após o cativeiro, que durou até a madrugada, as adolescentes foram liberadas sem a bebê e abandonadas em uma área de mata próxima à Avenida Guaicurus. O celular da vítima também foi subtraído. A Depca prossegue ativamente com as diligências para localizar a criança e esclarecer todas as circunstâncias do caso.

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