Em Campo Grande, uma mulher de 57 anos, residente na Vila Moreninha III, foi vítima de um golpe de estelionato virtual de alta complexidade, resultando em um prejuízo financeiro superior a R$ 9 mil. A fraude, que explorou dados de um processo judicial antigo da vítima, culminou em empréstimo consignado e transferências bancárias em questão de horas. A Polícia Civil já atua na investigação do caso, que destaca a crescente sofisticação de criminosos no ambiente digital.
A Engenharia da Fraude: Simulação de Audiência e Apropriação de Dados
A ação criminosa teve início na terça-feira, 28 de julho, por volta das 11h20, quando a vítima recebeu uma mensagem via WhatsApp. O remetente, apresentando-se como seu ex-advogado, informava sobre um valor de R$ 8 mil disponível para resgate, referente a uma ação judicial de 2008 contra uma empresa de transportes. A veracidade aparente do contato e a menção a um processo real foram estratégias dos golpistas para dar credibilidade à farsa e induzir a vítima ao erro.
Para a suposta liberação da quantia, a mulher foi instruída a participar de uma audiência virtual. Pontualmente às 15h, os estelionatários realizaram uma chamada de vídeo pelo aplicativo, na qual um dos integrantes do grupo se identificou como o juiz responsável pelo caso. Durante a interação, o falso magistrado enviou um link sob o pretexto de ser para o credenciamento e o subsequente recebimento do dinheiro. Ao acessar o endereço eletrônico indicado, o celular da vítima foi imediatamente invadido e teve seu controle assumido pelos criminosos.
Prejuízo Financeiro e Rápida Dispersão dos Valores
Com o acesso irrestrito ao aparelho da vítima, os estelionatários agiram com celeridade. Utilizando os dados da mulher, eles contrataram um empréstimo consignado no valor de R$ 9.382,65. Em seguida, para dificultar o rastreamento e dispersar o montante, efetuaram três transferências via Pix. Os valores foram inicialmente enviados para outra conta da própria vítima, de onde foram rapidamente fatiados e repassados para contas de terceiros, consumando a fraude em poucas horas.
Ação da Vítima e Início da Investigação da Polícia Civil
Após notar as movimentações financeiras atípicas e perceber que havia caído em um golpe, a moradora da Vila Moreninha III contatou sua instituição financeira para alertar sobre a fraude. Posteriormente, formalizou a queixa, dando início aos trâmites policiais. O caso foi registrado como estelionato na 4ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, localizada no Bairro Moreninha, ponto inicial para a apuração oficial.
Como parte crucial da investigação, os números de telefone utilizados pelos golpistas para a comunicação com a vítima foram repassados à Polícia Civil. A instituição, agora à frente dos levantamentos, atua para identificar os autores do crime e desarticular a rede de estelionatários que utiliza táticas de engenharia social e invasão de dispositivos para lesar cidadãos. O trabalho investigativo busca reunir provas e informações que levem à prisão dos envolvidos e à recuperação de bens, reforçando a segurança no ambiente digital e a proteção da população.










