demissão de investigador da polícia civil em mato grosso do sul reforça rigor operacional

O investigador de Polícia Judiciária Edivaldo Quevedo da Fonseca foi demitido do quadro permanente de servidores do Estado de Mato Grosso do Sul. A medida reforça a rigorosa atuação dos mecanismos de controle interno e disciplina na segurança pública, evidenciando o compromisso com a integridade institucional diante de condutas incompatíveis com a função policial.

desfecho administrativo: demissão após processo interno

A penalidade máxima administrativa, que culminou no desligamento do servidor, foi determinada pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em resolução assinada pelo secretário Antonio Carlos Videira. Esta decisão é o resultado do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) nº 06/2025, conduzido pela Corregedoria da Polícia Civil, demonstrando o compromisso com a fiscalização da conduta de seus agentes e a manutenção da ética na corporação.

A resolução aponta graves violações de deveres funcionais e de proibições, conforme previsto na Lei Complementar Estadual nº 114, de 2005. Contudo, o documento publicado não detalha as condutas específicas que levaram à sanção máxima contra o servidor, concentrando-se nos aspectos formais e legais da penalidade administrativa aplicada.

operação iscariotes: o escopo da investigação federal

Paralelamente à esfera administrativa, Edivaldo Quevedo da Fonseca figura como alvo de uma investigação federal. Ele é um dos envolvidos na Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 18 de março de 2026. A operação tem como objetivo principal apurar um suposto esquema complexo de contrabando, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sublinhando a gravidade das acusações.

No dia da deflagração da Operação Iscariotes, uma ação coordenada resultou na prisão preventiva do então investigador. Concomitantemente, ele foi imediatamente afastado de suas funções na Polícia Civil, uma medida cautelar essencial para a lisura da investigação e para resguardar a imagem da instituição. À época da operação federal, o agora ex-investigador estava lotado na 5ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, unidade localizada na Vila Piratininga.

cronologia e fatos da apuração

De acordo com informações apresentadas pela Justiça Federal e divulgadas na ocasião, o indivíduo é suspeito de usar sua função pública para facilitar o transporte de mercadorias ilegais. A investigação da Polícia Federal aponta que o grupo criminoso, do qual ele faria parte, teria atuado em um período que compreende os anos de 2023 a 2025.

Previamente à deflagração da Operação Iscariotes, Edivaldo já havia sido alvo de outra ação policial. Ele foi preso em flagrante em dezembro de 2024, quando foi surpreendido transportando uma significativa carga de 193 aparelhos celulares, conforme detalhado em decisão judicial. Este incidente prévio reforça a linha investigativa de envolvimento em atividades de contrabando.

Em abril de 2026, meses após a deflagração da operação, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao investigador. Para isso, foram impostas medidas cautelares rigorosas, incluindo o pagamento de fiança, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentar do município sem prévia autorização. O magistrado entendeu que a manutenção da prisão preventiva, naquele estágio do processo, não era mais estritamente necessária, sem, contudo, desconsiderar a gravidade das acusações.

É fundamental observar que a resolução de demissão do servidor não faz menção explícita à Operação Iscariotes. Tampouco afirma que a penalidade administrativa decorre diretamente da investigação conduzida pela Polícia Federal. O PAD que culminou na demissão foi instaurado em 2025, cronologicamente anterior à deflagração da operação federal, que ocorreu em março de 2026, indicando processos distintos, mas complementares na apuração de condutas.

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