Uma mulher, de 28 anos, foi vítima de uma elaborada fraude eletrônica em Campo Grande, resultando na perda de R$ 127 mil durante a tentativa de adquirir uma caminhonete Toyota Hilux 2020/2020. O caso foi formalmente registrado nesta terça-feira, 14 de julho, na 3ª Delegacia de Polícia Civil da capital, evidenciando um esquema de engenharia social que se estendeu por dois dias e causou prejuízos significativos.
A Engenharia Social por Trás da Fraude
A trama fraudulenta teve início quando a vítima localizou um anúncio da caminhonete em um aplicativo de vendas veiculado em uma rede social, com um preço inicial de R$ 135 mil. Após contato via WhatsApp com o suposto vendedor, as partes chegaram a um acordo para a compra à vista por R$ 129 mil.
Antes de finalizar a transação, a mulher, buscando segurança, informou ao suposto vendedor que um amigo, proprietário de uma loja especializada em compra e venda de veículos, realizaria a vistoria do automóvel. A vítima, então, repassou o contato do comerciante ao indivíduo com quem negociava.
Pouco depois, a mulher recebeu uma nova mensagem, desta vez de um número de telefone diferente. A pessoa que se comunicava afirmava ser representante da loja do amigo e confirmava a vistoria do veículo, atestando que a caminhonete estava em perfeitas condições para a aquisição. Essa interceptação na comunicação foi crucial para conferir credibilidade ao golpe.
Perdas Financeiras e o Desvendamento do Golpe
Convencida de que conversava com um conhecido, a vítima realizou a primeira transferência via Pix no valor de R$ 65 mil. No dia seguinte, efetuou um segundo Pix de R$ 32 mil, dos quais R$ 16,2 mil foram estornados. Em sequência, os golpistas induziram a mulher a fazer uma Transferência Eletrônica Disponível (TED) de R$ 46 mil para outra conta indicada por eles, totalizando a perda de R$ 127 mil.
Durante o processo, para sustentar a farsa, o suposto vendedor ainda enviou uma imagem que simulava a comprovação da transferência de propriedade da caminhonete para o nome da compradora, criando uma falsa sensação de segurança e finalização do negócio.
A fraude só foi desvendada quando a mulher compareceu à loja do amigo para retirar o veículo. No local, foi informada de que o proprietário da loja jamais havia tido contato ou participado de qualquer negociação referente àquela caminhonete. Foi então que se confirmou que criminosos se passaram por seu conhecido para dar veracidade ao golpe e induzi-la ao erro. O caso foi prontamente registrado na delegacia como fraude eletrônica, e a Polícia Civil iniciou os procedimentos investigativos para identificar os autores e recuperar os valores.
Atuação Policial e Alerta à Sociedade
A 3ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, ao registrar a ocorrência, deu o primeiro passo na apuração deste crime. A investigação agora concentra-se na análise dos dados bancários e digitais fornecidos pela vítima para rastrear os golpistas e desarticular a rede criminosa responsável. Este caso reforça a importância da verificação redobrada em transações de alto valor, especialmente aquelas que envolvem intermediações digitais e negociações com terceiros.
O Plantão 190 Brasil reitera a necessidade de cautela ao realizar compras e vendas por meio de aplicativos e redes sociais. É fundamental confirmar a identidade dos vendedores e, em caso de dúvida, buscar validação em fontes confiáveis ou junto às autoridades policiais antes de efetuar qualquer transferência financeira. A vigilância e a desconfiança em ofertas excessivamente vantajosas são ferramentas essenciais para a proteção contra fraudes eletrônicas que exploram a confiança e a boa-fé das vítimas.
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