Justiça mantém custódia de provas em desdobramento da Operação Buraco sem Fim

A Operação Buraco sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), continua a produzir resultados no âmbito judicial, evidenciando o rigor das investigações. Recentemente, a justiça analisou pedidos de restituição de bens de dois dos alvos iniciais da operação: o ex-secretário de Infraestrutura, Rudi Fiorese, e o ex-gerente de Manutenção de Vias, Edivaldo Aquino Pereira. As decisões judiciais refletem a complexidade das apurações e a manutenção da custódia de elementos cruciais para o avanço do processo.

Decisões Judiciais Delimitam Restituição de Bens

Na última sexta-feira, dia 10, o juiz Waldir Peixoto Barbosa proferiu decisões distintas sobre os requerimentos. Rudi Fiorese, um dos principais investigados, teve todos os seus pedidos de restituição negados. Entre os itens solicitados, o aparelho celular permanece sob custódia judicial, crucial para a continuidade da perícia técnica. Esta medida garante a preservação de potenciais provas e a integridade da investigação, reforçando o trabalho técnico das equipes envolvidas.

Em contrapartida, Edivaldo Aquino Pereira obteve um acolhimento parcial de suas solicitações. O magistrado permitiu a liberação de uma vasta lista de documentos, que inclui faturas de cartões, boletos de IPVA e a documentação referente aos seus veículos, um VW Nivus e uma camionete Toyota Hilux. Além disso, foi autorizada a restituição de uma chave de um apartamento em condomínio de luxo na Capital e uma nota promissória no valor de R$ 13 mil. A precisão da decisão judicial demonstra a análise minuciosa de cada item apreendido.

No entanto, itens considerados essenciais para as investigações permanecem acautelados. Edivaldo Aquino não foi autorizado a receber o dinheiro em espécie que havia sido apreendido durante a Operação Buraco sem Fim. Da mesma forma, diversos eletrônicos, como pendrives, HD externo, seu aparelho celular e notebook, foram mantidos sob custódia judicial. A justificativa para a não restituição desses bens é a necessidade de conclusão das perícias e demais diligências investigativas, assegurando que todos os dados e informações sejam devidamente analisados.

A Força da Operação Buraco sem Fim no Combate à Corrupção

A Operação Buraco sem Fim, deflagrada em 12 de maio pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul, representa uma ofensiva estratégica contra a suposta corrupção na secretaria de obras da Capital. Durante a execução da operação, o Gecoc localizou R$ 429 mil em dinheiro vivo. Esta apreensão significativa ocorreu em dois dos endereços alvo, sendo R$ 186 mil em espécie em um imóvel e R$ 233 mil em outro, demonstrando a capacidade operacional das forças de segurança em identificar e apreender recursos ilícitos.

A ação policial cumpre sete mandados de prisão e dez mandados de busca, visando desarticular um esquema de suposta corrupção. A investigação neutraliza as atividades de uma empresa que presta serviços de tapa-buracos, que, conforme nota oficial do MP, faturou contratos e aditivos totalizando R$ 113.702.491,02 entre os anos de 2018 e 2025. Entre os indivíduos que tiveram a prisão cumprida nesta operação, destacam-se o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fiorese, que atuava à frente da Agesul, e o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos.

As decisões judiciais recentes reforçam o compromisso com a integridade pública e a responsabilidade na gestão dos recursos, resultado direto do trabalho investigativo e operacional do MPMS e do Gecoc. A manutenção de bens sob custódia judicial sublinha a seriedade com que as autoridades tratam cada detalhe das apurações, buscando a completa elucidação dos fatos e a proteção dos interesses da sociedade.

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