A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul alcançou uma etapa crucial na garantia da segurança pública ao concluir a investigação sobre o homicídio de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos. A vítima foi encontrada na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, em 22 de março de 2026. O inquérito, conduzido com rigor pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), identificou cinco pessoas envolvidas no crime, resultando na prisão de quatro dos suspeitos. Um quinto indivíduo permanece foragido, mas as diligências para sua captura seguem ativas.
Atuação técnica da DHPP reconstitui crime complexo
As investigações tiveram início após praticantes de rapel localizarem o corpo da vítima. Guilherme apresentava evidentes sinais de violência e não portava documentos, o que adicionou uma camada de complexidade à apuração inicial. Entretanto, a equipe da DHPP, com sua expertise, conseguiu reconstituir os últimos passos de Guilherme Carlos Canozi. Este trabalho minucioso foi fundamental para identificar elementos chave do cenário criminoso, incluindo o veículo utilizado no crime e seu proprietário. A investigação também localizou a residência onde a vítima teria sido mantida em cárcere na noite anterior ao homicídio, e o morador do imóvel foi devidamente identificado.
O rastreamento contínuo e a análise de informações permitiram à DHPP ir além, identificando os demais envolvidos que teriam transportado Guilherme até a Cachoeira do Inferninho, local onde o assassinato foi concretizado. A capacidade de articular diferentes frentes de investigação demonstrou a eficiência operacional da Polícia Civil em desvendar crimes de alta complexidade.
Operação em duas fases cumpre mandados e efetua prisões
A investigação da Polícia Civil culminou na deflagração de uma operação em duas fases estratégicas para garantir a prisão dos suspeitos. A primeira fase ocorreu em 4 de maio, quando foram cumpridos mandados de prisão temporária contra o proprietário do veículo e o dono da residência que serviu de cativeiro para a vítima. Essas ações demonstraram a precisão do trabalho investigativo em alcançar os primeiros alvos do esquema criminoso.
A segunda fase da operação foi realizada em 15 de maio e resultou na prisão de outros dois suspeitos. Estes indivíduos foram apontados como os responsáveis diretos pelo transporte da vítima até o local onde o crime foi cometido. Nesta etapa, a Polícia Civil também identificou um quinto envolvido, Joaquim Barbosa de Lima, conhecido como “Juninho”, que, apesar de identificado, permanece foragido. A Polícia Civil reforça o compromisso com a continuidade das diligências para capturá-lo e apresentá-lo à justiça.
Indiciamento por homicídio qualificado e o combate ao crime organizado
Com a conclusão do inquérito, cinco pessoas foram indiciadas por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Este indiciamento sublinha a gravidade do crime e a robustez das provas coletadas. Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de que o homicídio esteja diretamente relacionado à atuação de uma organização criminosa na região. A investigação revelou vínculos entre parte dos investigados e uma facção que opera no estado, o que confere à operação um impacto ainda maior na segurança pública, ao desarticular um braço operacional de grupos criminosos.
Este resultado reforça o trabalho da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul em neutralizar ações criminosas e proteger a população, garantindo que crimes bárbaros sejam elucidados e seus responsáveis, identificados e processados. A persistência na busca pelo foragido demonstra a determinação das forças de segurança em completar a missão.
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