Foragido há dois anos é preso pela Deleagro por roubo de gado de R$ 1 milhão e outros crimes em MS

A ação coordenada da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul resultou na prisão de Dilson Aparecido Almada, de 49 anos, conhecido como “Bugão”. A captura, executada por policiais da Deleagro (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato) na manhã desta quinta-feira, encerra um período de aproximadamente dois anos em que o indivíduo permaneceu foragido da Justiça. Dilson é acusado de integrar uma quadrilha especializada em furto e roubo de gado, cujos prejuízos foram estimados em R$ 1 milhão.

Operação Policial Prende Foragido Envolvido em Crimes Rurais

A prisão de Dilson Aparecido Almada foi efetuada por equipes especializadas, demonstrando a capacidade operacional das forças de segurança em localizar e deter alvos de alta prioridade. O indivíduo, além de ser acusado de integrar uma quadrilha de abigeato, responde por roubo majorado e associação criminosa. Seu histórico criminal inclui antecedentes por furto e receptação, indicando um padrão de envolvimento em atividades ilícitas.

Desarticulação de Grupo Especializado em Roubo de Gado com Prejuízo Milionário

A atuação de Dilson Almada estende-se a uma quadrilha desarticulada durante uma investigação conduzida pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros). Esta operação, realizada no ano seguinte ao roubo a um restaurante em 2014, revelou a estrutura e o modus operandi de um grupo especializado em furtos e roubos de gado em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul.

As investigações detalharam que o grupo atuava em diversas localidades, incluindo Campo Grande, Aquidauana, Jaraguari, Terenos e Nova Alvorada do Sul. A estratégia operacional da quadrilha envolvia a seleção de fazendas situadas às margens de rodovias, o que facilitava tanto o embarque rápido dos animais quanto a fuga dos envolvidos. Para evitar fiscalizações, o transporte do gado furtado era subsequentemente realizado por meio de estradas vicinais.

O impacto econômico das ações da quadrilha foi significativo. A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) estimou que os prejuízos provocados poderiam atingir a cifra de R$ 1 milhão. Este montante se deve não apenas ao valor de mercado dos animais, mas também ao fato de que muitos deles eram utilizados para melhoramento genético, elevando o valor intrínseco das perdas para os produtores rurais.

Histórico Criminal e Desdobramentos Judiciais que Levaram à Condenação

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta o envolvimento de Dilson em um episódio anterior, datado de 21 de julho de 2014. Na ocasião, ele, Fabiano Emanuel, Geziel Lucas de Carvalho, Jandair da Cruz Rodrigues e Reginaldo José de Lima invadiram, armados, um restaurante localizado às margens da BR-262, na região do Indubrasil. O grupo foi detido sete dias após o crime, e na ocasião, os suspeitos teriam declarado aos policiais que haviam sido contratados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para transportar armas até Água Clara e cometer crimes na região.

O processo judicial referente ao roubo ao restaurante apresentou um percurso complexo. Inicialmente, em novembro de 2020, Dilson Aparecido Almada e os demais acusados foram absolvidos pela 6ª Vara Criminal. Contudo, em fevereiro de 2022, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reformou a sentença após um recurso apresentado pelo Ministério Público, revertendo a decisão inicial.

Com a reforma da sentença, os desembargadores condenaram Dilson e Jandair da Cruz Rodrigues pelo crime de roubo majorado. Para Dilson, a pena estabelecida foi de 8 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, cumulada com 18 dias-multa. O mandado de prisão preventiva, expedido em setembro de 2024 e decorrente dessa condenação que ainda não havia transitado em julgado, culminou na recente ação da Deleagro que o retirou das ruas após dois anos de fuga.

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