Operação Janus prende 14 envolvidos em crimes de homicídio e roubo em Três Lagoas e outros estados

Uma ofensiva integrada das forças de segurança pública, batizada de Operação Janus, neutralizou integrantes de organizações criminosas e resultou na detenção de 14 pessoas envolvidas em homicídios, tentativas de homicídio e roubos. A ação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (9), com foco em Três Lagoas, mas as diligências se estenderam por diversas cidades de dois estados da federação, além de estabelecimentos prisionais.

O esforço operacional concentrou-se no cumprimento de 15 mandados de prisão, que visavam desarticular grupos criminosos atuantes na região. Ao final das ações, as equipes cumpriram 12 mandados de prisão, um mandado de internação de adolescente e 15 mandados de busca e apreensão. Além disso, uma prisão em flagrante foi efetivada, totalizando a condução de 14 indivíduos envolvidos.

Atuação Operacional Abrangente e Coordenação Interinstitucional

A execução da Operação Janus demonstrou uma complexa coordenação operacional. As equipes atuaram simultaneamente em Três Lagoas, Paranaíba (MS), Rondonópolis (MT) e Cuiabá (MT). Esta abrangência territorial sublinha a capacidade das forças de segurança de combater o crime organizado, que muitas vezes transcende fronteiras estaduais e age dentro de unidades prisionais.

O planejamento e a execução contaram com o apoio logístico fundamental do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e do Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul, reforçando a capacidade de resposta e a integração entre diferentes setores da corporação.

Investigação Qualificada e Base Legal Sólida

A operação é o desfecho de investigações minuciosas, conduzidas de forma integrada pela 1ª, 2ª e 3ª Delegacias de Polícia Civil, em conjunto com a Seção de Investigações Gerais (SIG) de Três Lagoas. O trabalho investigativo focou na apuração de homicídios, tentativas de homicídio e roubos, crimes atribuídos a integrantes de duas facções criminosas específicas, com o objetivo claro de enfrentar o crime organizado na região.

Com base nas robustas provas coletadas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela expedição dos mandados. Após análise e manifestação favorável do Ministério Público, as medidas cautelares foram devidamente deferidas pelos Juízos da Vara do Juiz das Garantias, do Tribunal do Júri e Execução Penal, e da Vara da Infância, da Adolescência e da Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Três Lagoas, garantindo a legalidade e a solidez jurídica da operação.

Apreensões e Reforço na Segurança Pública

Durante o cumprimento dos mandados, além das prisões, as equipes realizaram a apreensão de substâncias entorpecentes e dezenas de aparelhos celulares, materiais frequentemente utilizados na comunicação e logística de atividades criminosas. Uma pessoa foi autuada em flagrante delito pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido, demonstrando a eficácia da fiscalização policial durante as buscas.

A nomenclatura da operação, Janus, faz alusão ao deus romano de duas faces, simbolizando o combate estratégico e simultâneo às duas frentes da guerra entre facções criminosas. A força-tarefa envolveu todas as unidades da Polícia Civil que compõem a Delegacia Regional de Três Lagoas, a SIG de Paranaíba, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, o 2º Batalhão da Polícia Militar e a 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental de Três Lagoas/MS. O emprego de uma aeronave da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), reforçou o suporte tático, evidenciando a capacidade multifacetada das forças de segurança.

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