Militar indiciado por homicídio no trânsito em Campo Grande é autorizado a acompanhamento psicológico

A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou que o soldado do Exército Victor Vicentin Rocha, preso preventivamente pela morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, receba acompanhamento psicológico semanal. A decisão proferida pela juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna permite o deslocamento do militar ao Hospital Militar de Campo Grande, mediante estritas medidas de segurança, para dar continuidade a um tratamento de saúde mental.

O pedido foi encaminhado ao Judiciário pelo 9º Batalhão de Polícia do Exército, que informou sobre a ideação suicida e uma tentativa de suicídio relatada pelo militar enquanto estava sob custódia. Em ofício, a unidade militar solicitou providências para avaliação psiquiátrica especializada, argumentando, em uma segunda comunicação, que o tratamento semanal no Hospital Militar seria a medida mais adequada. O Ministério Público Estadual (MPE) manifestou-se favoravelmente ao requerimento, não opondo-se ao deslocamento.

Investigação da Polícia Civil detalha dinâmica do acidente fatal

O cerne da prisão de Victor Vicentin Rocha reside em um grave acidente de trânsito ocorrido na região central de Campo Grande. A Polícia Civil, por meio de uma investigação técnica e detalhada, identificou o militar como o condutor de uma caminhonete Chevrolet S10 que, segundo os autos, avançou o sinal vermelho no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa. A colisão fatal atingiu a motocicleta conduzida por Miriam Rosa Matos, que faleceu no local.

A atuação investigativa da Polícia Civil foi fundamental para reconstruir a dinâmica dos fatos. Conforme as análises, momentos antes do impacto, Victor teria se envolvido em outro acidente de trânsito, evadindo-se sem prestar os devidos esclarecimentos. Imagens de segurança, analisadas pela polícia, revelaram que o veículo trafegava em alta velocidade e ultrapassou outros automóveis que aguardavam a abertura do semáforo, antes de colidir com a motocicleta da vítima.

A precisão operacional da Polícia Civil se estendeu à coleta de provas periciais. O teste do bafômetro, realizado após o acidente, indicou a presença de álcool no organismo do militar, com o resultado de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. Com base na robustez das evidências coletadas, a Polícia Civil **indiciou** Victor por homicídio simples com dolo eventual, classificação mantida pela Justiça ao converter a prisão em flagrante para preventiva em 20 de junho.

Garantia do processo legal e o compromisso com a segurança pública

A decisão judicial que autoriza o acompanhamento psicológico reflete a garantia do direito à saúde do indivíduo custodiado, ao mesmo tempo em que a manutenção da prisão preventiva assegura a continuidade do processo legal. A atuação integrada da Polícia Civil, do Exército e do Ministério Público neste caso demonstra a rigorosa aplicação da lei e o compromisso das instituições com a justiça e a proteção da sociedade.

Este episódio reforça a importância da fiscalização e da conscientização sobre a segurança no trânsito, onde a conduta irresponsável pode resultar em perdas irreparáveis. A prontidão da Polícia Civil na investigação e a firmeza da Justiça na condução do processo são cruciais para que casos como este sejam tratados com a seriedade que exigem, buscando respostas e promovendo um ambiente viário mais seguro para a população de Campo Grande.

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