Campo Grande (MS) – Em uma demonstração de eficiência operacional e trabalho técnico, equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) cumpriram um mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira, dia 03 de julho, em Campo Grande. O alvo da ação foi Leandro de Souza Ramos, de 46 anos, investigado por integrar um grupo supostamente envolvido em fraudes de licitações e contratos públicos no município de Terenos, em Mato Grosso do Sul.
Esta prisão é um desdobramento crucial da Operação Collusion, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que investiga uma organização criminosa suspeita de direcionar licitações e contratos de serviços gráficos para a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos desde 2021. O restabelecimento da medida cautelar, que resultou no novo mandado de prisão, ocorreu dois dias antes da captura por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Monitoramento e Prisão Efetiva
A atuação do Garras na captura de Leandro de Souza Ramos evidenciou um planejamento preciso. Os investigadores localizaram o indivíduo em uma residência no Bairro Jockey Club, realizando monitoramento estratégico. A abordagem foi efetuada quando ele deixava o imóvel, garantindo a efetividade da prisão. Após a ação, Leandro foi encaminhado à unidade policial, permanecendo à disposição da Justiça.
Mecanismo das Fraudes e Envolvimento Chave
As investigações da Operação Collusion revelam um esquema elaborado. Conforme a denúncia do Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada e simulava concorrência em procedimentos licitatórios para direcionar contratações e obter vantagem econômica ilícita. A denúncia aponta como integrantes, além de Leandro de Souza Ramos, Francisco Elivaldo de Souza, Geraldo Alves Pereira, Antônio Henrique Ocampos Ribeiro, Francisco das Chagas Veras Nascimento e Eudmar Rogers Nolasco de Faria.
Leandro de Souza Ramos era indicado como responsável pela empresa Top do MS News. Levantamentos indicam a participação da empresa em uma licitação de 2022, que gerou um contrato de R$ 44,8 mil. Nesta licitação, a Top do MS News atuou junto à FCVN Comunicações Ltda., registrada em nome de Antônio Henrique Ocampos Ribeiro, também investigado. A complexidade do esquema é reforçada pela prática de Leandro, Francisco das Chagas Veras Nascimento e Geraldo Alves Pereira de assinarem documentos uns dos outros com rubricas genéricas, indicando uma atuação coordenada.
Reviravolta Judicial e Reafirmação da Prisão Preventiva
Anteriormente, Leandro de Souza Ramos foi detido durante a deflagração da Operação Collusion, em 21 de janeiro, mas obteve alvará de soltura em 6 de fevereiro. A defesa alegou primariedade, bons antecedentes, condição de trabalhador e pai de família, questionando a contemporaneidade da prisão preventiva, visto que os fatos ocorreram entre 2022 e 2023. Inicialmente, a Justiça acolheu o pedido, considerando um possível excesso de prazo para a denúncia.
No entanto, o Ministério Público recorreu, argumentando que a denúncia já estava formalizada quando a prisão foi revogada. O MP enfatizou que, em investigações complexas envolvendo múltiplos investigados e grande volume de provas, o prazo não deve ser analisado apenas matematicamente. A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça acolheu o recurso na última terça-feira (1º), restabelecendo a prisão preventiva de Leandro de Souza Ramos e permitindo o cumprimento do novo mandado pelo Garras.
Acompanhe o Plantão 190 Brasil para mais informações sobre operações, prisões, apreensões e ações que fortalecem a segurança pública em todo o país. #Força&Honra
— METADADOS DE SISTEMA —
CATEGORIA: Segurança Pública
SLUG_CATEGORIA: seguranca-publica
TAGS: Fraude em Licitação, Operação Collusion, Gaeco, Garras, Terenos MS, Campo Grande, Prisão Preventiva
STATUS_OPERACIONAL: #Força&Honra










