O bailarino e coreógrafo Robson Mano, conhecido por integrar a equipe da cantora Claudia Leitte, relatou ter sido alvo de uma grave agressão física na tarde da última segunda-feira (30) em um bar na cidade de São Paulo. O incidente ocorreu após o artista assistir à partida entre Brasil e Japão. Apesar da violência sofrida e dos ferimentos, Robson Mano comunicou publicamente sua decisão de não registrar um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso, um fator que impacta diretamente a capacidade das forças de segurança de iniciar uma investigação formal.
Detalhes da Agressão e o Relato da Vítima
Em vídeos e notas divulgadas em suas redes sociais, Robson Mano descreveu os momentos de terror vivenciados. Segundo seu depoimento, não houve qualquer tipo de discussão prévia, provocação ou desrespeito de sua parte que pudesse justificar o ataque. ‘Saí de casa apenas para assistir ao jogo, como tantas outras pessoas. Em nenhum momento procurei confusão, discuti ou desrespeitei alguém. Ainda assim, fui agredido de forma covarde’, afirmou o bailarino, ressaltando a natureza inesperada e injustificada da violência.
O agressor, cuja identidade não foi formalmente estabelecida pelas autoridades devido à falta de registro, desferiu uma sequência de socos e chutes contra Robson. O bailarino sofreu ferimentos visíveis e dolorosos, incluindo lesões no nariz, na testa, em outras partes do rosto e nas costelas. O relato evidencia a brutalidade da agressão e o estado de desespero da vítima.
Em um esforço para que a agressão cessasse, Robson Mano precisou adotar uma medida drástica e instintiva. ‘Tive que sair às pressas e nem sei como, escondido. Só ouvi uma voz feminina dizendo o nome da pessoa que me chutava e agredia, falando: ‘O que você está fazendo? Ele vai morrer’. Eu fingi que estava morto ou desacordado para que a pessoa parasse de me chutar’, descreveu, revelando o pânico e a estratégia de sobrevivência utilizada durante o ataque.
A Decisão de Não Registrar e o Impacto Familiar
Após o episódio violento, Robson Mano tomou a decisão de não buscar as autoridades para formalizar a ocorrência. ‘Não fiz BO, não fiz nada. A vontade era só de sair logo e voltar para a casa dos meus pais. A gente parece que é forte, mas nessas horas… Eu nem sei o que aconteceu’, declarou, expressando o abalo emocional imediato que o levou a priorizar o retorno ao convívio familiar em detrimento da formalização da denúncia.
A agressão teve um impacto significativo não apenas no bailarino, mas também em sua família. Robson Mano destacou a profunda angústia de seus pais diante da situação. ‘O que mais me corta o coração é ver meus pais. Minha mãe passa a noite entrando no meu quarto para ver se estou bem. Meu pai também está abalado. Nenhum filho deveria fazer os pais passarem por um momento como esse’, comentou, evidenciando o sofrimento coletivo provocado pelo incidente.
Implicações para a Ação Policial e a Segurança Pública
A ausência de um registro formal de ocorrência (BO) junto às autoridades policiais representa um obstáculo direto à instauração de uma investigação criminal. Sem a comunicação oficial dos fatos, as forças de segurança ficam impedidas de atuar na identificação do agressor, na coleta de provas e na eventual responsabilização legal. Embora a vítima tenha publicizado o ocorrido, a via formal é essencial para que o aparato estatal de segurança pública possa cumprir seu papel de apuração e proteção.
Até o momento, não foram divulgadas informações que pudessem levar à identificação dos envolvidos ou à motivação do ataque, em grande parte, devido à decisão da vítima de não buscar a formalização da denúncia. A efetivação de um registro permite que a Polícia Civil inicie o trabalho investigativo, buscando elementos que possam elucidar o crime e neutralizar os responsáveis, contribuindo para a segurança da coletividade.
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