O desfecho trágico de um caso que mobilizou as autoridades de segurança pública foi confirmado com a morte de uma bebê de três meses na manhã desta sexta-feira (26/6). A criança estava internada desde a sexta-feira anterior, 19 de junho, no Hospital Regional de Campo Grande, onde deu entrada com um quadro de parada cardiorrespiratória. A investigação, que já havia resultado na prisão preventiva dos pais, aprofunda-se diante do falecimento, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram às lesões identificadas na menina.
Descoberta de Lesões e Ação Investigativa
Durante o período de internação hospitalar, a equipe médica, ao observar a presença de hematomas na região torácica da bebê, solicitou um exame de radiografia. O procedimento técnico revelou a existência de fraturas nas costelas da criança, um achado que acendeu o alerta das autoridades e indicou a necessidade imediata de uma investigação mais aprofundada sobre a origem das lesões. A descoberta foi um ponto de virada na ocorrência, transformando o atendimento médico em um complexo caso policial.
Diante das evidências clínicas de múltiplas lesões, que não condiziam com as explicações iniciais, o caso foi formalmente registrado e a Polícia Civil iniciou as apurações. A gravidade das fraturas e dos hematomas motivou a abertura de um boletim de ocorrência e a imediata atenção das equipes investigativas para determinar a responsabilidade e as causas dos ferimentos apresentados pela bebê.
Depoimentos e Medidas Judiciais
Os pais da criança foram alvo da investigação policial desde a descoberta das fraturas. Em depoimento, o pai da bebê alegou que a filha estava em seu colo enquanto ele assistia a um jogo de futebol quando, subitamente, percebeu que a criança estava com o corpo mole. Questionado sobre os hematomas, ele afirmou que já havia notado o problema junto à esposa, mas aguardava uma oportunidade para buscar um diagnóstico médico.
A mãe da bebê, por sua vez, conforme informações apuradas pelo Midiamax, declarou que os hematomas haviam surgido no início do mês e que não havia procurado assistência médica devido ao fato de o companheiro estar viajando a trabalho, o que, segundo ela, impossibilitava seu deslocamento para levar a criança ao hospital. As declarações contrastantes e a ausência de justificativa plausível para as lesões graves levantaram suspeitas e reforçaram a necessidade de intervenção judicial.
Com base nas evidências coletadas pela investigação policial e nos relatos apresentados, a Justiça de Campo Grande decretou a prisão preventiva dos pais na segunda-feira (22/6). A medida judicial visa garantir a integridade da apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Além das fraturas nas costelas, a bebê também apresentava hematomas na região do glúteo, e a parada cardiorrespiratória que motivou a internação foi atribuída a uma broncoaspiração.
Ações de Proteção e Continuidade da Investigação
Paralelamente à ação judicial que resultou na prisão dos pais, foi solicitada uma medida protetiva de urgência para a criança, demonstrando a preocupação com a segurança e o bem-estar dos menores em situação de risco. O caso foi prontamente encaminhado ao Conselho Tutelar, que atua na proteção dos direitos da criança e do adolescente, garantindo que todas as providências cabíveis sejam tomadas para resguardar futuros desenvolvimentos.
As forças de segurança e o sistema judiciário seguem empenhados na completa elucidação dos fatos que culminaram na trágica morte da bebê. A atuação conjunta da equipe médica, da polícia e da justiça reforça o compromisso em combater a violência e garantir a proteção da sociedade, especialmente de suas parcelas mais vulneráveis.
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CATEGORIA: Violência Doméstica
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