Polícia Civil desarticula boca de fumo disfarçada de reciclagem em Campo Grande após investigação de seis meses

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul obteve um resultado operacional significativo na última quinta-feira, 18 de junho, ao desarticular uma sofisticada boca de fumo que operava sob a fachada de um ponto de reciclagem. A ação foi deflagrada no bairro Jardim Montevidéu, em Campo Grande, após meses de investigação contínua e minuciosa. O êxito da operação representa um avanço concreto no combate ao tráfico de drogas na capital, impactando diretamente a segurança e a ordem pública na comunidade.

Investigação minuciosa e ação tática resultam em desarticulação

O trabalho que culminou na desativação do local é fruto de um esforço investigativo persistente do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 3ª Delegacia de Polícia. Por um período de aproximadamente seis meses, o imóvel esteve sob monitoramento estratégico, permitindo aos agentes compilar um sólido arcabouço probatório contra as atividades ilícitas ali desenvolvidas. A residência já era conhecida das autoridades, tendo sido alvo de outras três operações anteriores contra o tráfico de entorpecentes, demonstrando a complexidade do esquema desvendado.

Durante a abordagem nas proximidades do estabelecimento, os policiais interceptaram Alysson Vieira Portugal, de 36 anos, que é apontado como responsável direto pelo ponto de tráfico. Em sua posse, foram localizados 21 papelotes de cocaína, cuidadosamente embalados e prontos para a comercialização, confirmando a situação de flagrante delito. A apreensão imediata de uma quantidade tão expressiva de substância ilícita reforçou a eficácia da inteligência policial aplicada na operação.

Material apreendido confirma estrutura do tráfico e gera novas frentes investigativas

Após a prisão de Alysson, os investigadores avançaram com buscas no interior do imóvel disfarçado de reciclagem. No local, foram apreendidos diversos itens que corroboram a denúncia de tráfico, incluindo balanças de precisão, materiais específicos para o embalo de entorpecentes, dinheiro trocado e múltiplos aparelhos celulares. Estes últimos serão submetidos à perícia técnica, na expectativa de desvendar mais ramificações e conexões da rede criminosa. A estrutura encontrada no imóvel confirmou a sua utilização para o preparo, armazenamento e distribuição de drogas, evidenciando o caráter organizado da atividade.

Na mesma operação, Thalison da Silva Egidio, de 26 anos, foi detido. Embora tenha inicialmente declarado aos policiais estar no local para adquirir drogas, a autuação de Thalison ocorreu por crime de receptação. Em sua posse, os agentes localizaram um aparelho celular que possuía registro de furto, configurando o delito. A ação demonstrou a capacidade das equipes policiais de atuar em múltiplas frentes, abordando não apenas o tráfico, mas também crimes correlatos.

A investigação foi solidificada, ainda, pelos depoimentos de frequentadores do local. Usuários de entorpecentes ouvidos pela polícia confirmaram que o imóvel era um ponto ativo de compra e consumo de drogas, e identificaram Alysson como o principal responsável pela venda dos entorpecentes. Essa colaboração direta com a comunidade é um elemento crucial que fortalece a apuração policial e a confiança nas forças de segurança, garantindo que pontos de venda de drogas sejam efetivamente neutralizados, beneficiando a população do Jardim Montevidéu e adjacências.

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