Mulher em Campo Grande perde mais de R$ 40 mil em golpe do falso advogado via WhatsApp

Campo Grande foi palco de mais um golpe eletrônico sofisticado, que resultou na perda de um montante significativo. Uma mulher de 40 anos transferiu um total de R$ 40.797,45 após ser ludibriada por um golpista que se passava por advogado, em uma complexa trama via WhatsApp. A Polícia Civil já atua na apuração dos fatos, visando a identificação e responsabilização dos envolvidos nesta fraude.

Estratégia do Golpe: Engenharia Social Detalhada

A fraude teve início com um contato via aplicativo de mensagens, onde o autor do golpe informou à vítima que ela teria sido beneficiada em uma ação judicial de grande valor. Para dar maior veracidade à narrativa, o criminoso alegou que um suposto assistente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entraria em contato para orientar sobre os procedimentos e uma “audiência” com um promotor de Justiça, etapa crucial para o recebimento dos valores. Este método é característico de esquemas de engenharia social, onde a confiança é minada para induzir a vítima a agir conforme as instruções do fraudador.

A vítima, buscando confirmar a legitimidade da informação, participou de uma videochamada com o golpista. A interação visual, muitas vezes percebida como um selo de autenticidade, foi um fator determinante para que a mulher acreditasse na história. Embora tenha tomado a precaução de utilizar um aparelho celular distinto para acessar o aplicativo bancário – uma medida adotada devido a uma experiência anterior de clonagem de seu telefone – a tática não foi suficiente para protegê-la da engenharia social empregada.

Transferências Pix Consolidam a Fraude Eletrônica

Seguindo as instruções detalhadas do golpista, a mulher realizou a primeira transferência via Pix. O valor de R$ 15.000,00 foi creditado em uma conta bancária indicada pelo criminoso, sob a promessa de ser um procedimento para liberação da suposta ação judicial.

Pouco depois, uma segunda transação foi efetuada. Desta vez, um montante de R$ 25.797,45 foi enviado para um beneficiário diferente, completando o esquema. O total transferido, atingindo a marca de R$ 40.797,45, representou uma perda financeira considerável para a vítima.

Imediatamente após a conclusão das transferências, a comunicação com o suposto assistente foi abruptamente encerrada. Foi neste momento que a mulher percebeu ter sido alvo de um golpe, revelando a frieza e a rapidez com que os criminosos agem após obterem o objetivo financeiro.

Atuação da Polícia Civil Reforça Combate à Fraude Eletrônica

Diante da constatação do golpe, a vítima buscou prontamente as autoridades. O boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Campo Grande, classificando o crime como fraude eletrônica. Este ato formal é a etapa inicial e indispensável para que as forças de segurança possam dar prosseguimento às investigações e buscar os responsáveis pela ação criminosa.

A Polícia Civil já iniciou a apuração técnica dos fatos. O trabalho investigativo se concentra em identificar os autores do golpe, rastrear as contas bancárias utilizadas para as transferências e analisar o fluxo dos valores. A expertise dos investigadores é empregada para desvendar a cadeia de envolvidos e coletar provas concretas. Esta ação operacional reforça o empenho das equipes em neutralizar a atuação de grupos que operam no ambiente digital, protegendo o patrimônio e a segurança da sociedade.

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