Em uma sessão marcante do Tribunal do Júri realizada em Juazeiro, o conselho de sentença proferiu a condenação de Francisco Oliveira Gonçalves, de 61 anos, conhecido como “Juju”. O réu foi sentenciado a 30 anos de prisão pelo brutal assassinato de sua ex-companheira, Francineide Queiroz Lima de Oliveira, de 33 anos, conhecida como “Neide”. A decisão, presidida pela juíza Carliete Roque Gonçalves Palácio, reafirma o compromisso da Justiça com a apuração de crimes graves e a responsabilização dos autores.
O crime ocorreu em 22 de abril de 2005, em Juazeiro. As investigações à época revelaram que Francineide foi atacada com 10 facadas, uma delas na região da vagina, e asfixiada na lama, tendo seu corpo ocultado posteriormente. O cadáver da vítima foi encontrado próximo à ponte sobre o Rio Salgadinho, na Avenida do Agricultor. Na época dos fatos, “Neide” residia no bairro Frei Damião, enquanto o acusado morava na Rua São Vicente, bairro do Socorro.
Ações operacionais resultam na captura do autor após fuga prolongada
Após a prática do homicídio qualificado, Francisco Oliveira Gonçalves empreendeu fuga, evadindo-se das autoridades por um longo período. A localização e captura do acusado, que permaneceu foragido por anos, representam a persistência das forças de segurança em levar os responsáveis à Justiça.
A prisão do réu ocorreu somente em 30 de março de 2019, na cidade de Goiânia, Goiás. Ele foi interceptado durante uma abordagem policial a várias pessoas. Nessa fiscalização, os agentes da polícia constataram a existência de um mandado de prisão em aberto contra “Juju”, resultando em sua imediata detenção. Essa ação operacional reforça a eficácia dos procedimentos de verificação em campo para a identificação e captura de indivíduos procurados pela Justiça, consolidando a segurança pública.
Contexto do relacionamento e histórico do réu
Conforme apurado no processo, o histórico do relacionamento entre o acusado e a vítima indicava que, após o retorno de “Juju” de São Paulo, ele passou a manifestar ciúmes e tentou reatar o vínculo com “Neide”, sem sucesso. A vítima havia iniciado um novo relacionamento e tinha dois filhos. Diante da recusa, o acusado proferia ameaças, afirmando que “matar alguém era muito fácil” e que “não tinha medo de prisão”, declarações que precederam o desfecho trágico.
O prontuário de Francisco Oliveira Gonçalves inclui antecedentes criminais. Ele já havia respondido por furto, sendo inclusive condenado por essa infração. Além disso, “Juju” esteve envolvido em um duplo homicídio ocorrido em São Paulo, onde cumpriu oito anos de prisão. A condenação recente em Juazeiro encerra um longo processo judicial, proporcionando uma resposta efetiva à sociedade e reafirmando a atuação contínua das forças de segurança e da Justiça no combate à criminalidade.
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