A Polícia Militar do Estado de São Paulo, em uma atuação conjunta e cirúrgica com o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a Operação Rei do Pix. A ofensiva institucional foi desenhada para golpear de forma letal uma organização criminosa ramificada que operava um esquema milionário de desvio de recursos públicos da Câmara Municipal de Catanduva. A ação tática e de inteligência visa estancar o sangramento do erário e apurar crimes graves de peculato, fraude em contratações públicas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, demonstrando a tolerância zero do Estado contra a corrupção e o crime organizado.
Cerco simultâneo, prisões e bloqueio de R$ 20 milhões
O desdobramento operacional mobilizou as forças da lei em um cerco simultâneo que abrangeu as cidades de Adamantina, Bauru, Jaboticabal, Catanduva e a capital paulista, resultando no cumprimento de dez mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão. Para garantir a total reparação dos danos causados à sociedade, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou o congelamento imediato dos ativos financeiros dos envolvidos. Para as lideranças do esquema, os bloqueios bancários e de bens atingiram a marca drástica de até R$ 20 milhões por alvo, além da apreensão em campo de montantes expressivos em dinheiro vivo e automóveis de luxo utilizados pelo bando.
As investigações técnicas revelaram que a organização criminosa subtraiu ao menos R$ 10 milhões do orçamento do Poder Legislativo local entre os anos de 2023 e 2024. Contudo, os analistas apontam que o volume total da fraude pode ser consideravelmente superior. Mesmo após o período inicial, os criminosos continuaram realizando acertos financeiros escusos e complexas manobras de triangulação bancária para ocultar e dissimular a origem do dinheiro desviado. Essa persistência delitiva encontrou uma barreira intransponível na capacidade de monitoramento das forças de segurança, cuja prontidão para intervir e restaurar a legalidade é constantemente reforçada pelas denúncias que chegam pelos canais oficiais e pelo telefone de emergência 190.
Mais de 60 empresas de fachada e notas fiscais frias
A engenharia financeira ilegal utilizada pela quadrilha consistia na constituição fraudulenta de mais de 60 empresas de fachada, registradas em nome de parentes e amigos dos articuladores para blindar os verdadeiros chefes do esquema. Essas firmas fantasmas simulavam de forma criminosa a prestação de serviços para a Câmara Municipal, emitindo notas fiscais frias para justificar os pagamentos. Assim que os recursos públicos entravam nas contas dessas empresas, o dinheiro era repassado de volta para os integrantes da organização, que retinham de 90% a 95% do valor total das notas emitidas, convertendo o dinheiro do contribuinte em patrimônio ilícito.
A auditoria do Gaeco e das forças policiais também identificou fraudes severas em processos licitatórios e contratos superfaturados, artifícios montados para viabilizar o repasse criminoso de até 30% de todos os valores pagos pelo Poder Legislativo diretamente aos bolsos dos operadores do esquema. O nome dado à ofensiva, Operação Rei do Pix, ironiza diretamente o apelido ostentado pelo principal investigado, conhecido no submundo pela movimentação bancária frenética e ilegal de dinheiro público. Essa audácia criminosa foi completamente neutralizada pelo rigor e pela aplicação severa da lei.
Força-tarefa mobiliza o Baep e forças de elite em campo
Para garantir a segurança das equipes e a eficácia absoluta das capturas, o comando da operação montou uma força-tarefa de elite no interior paulista. Foram empenhados 170 policiais militares altamente qualificados e 43 viaturas táticas, com a atuação destacada dos operadores de linha de frente do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e de equipes de Força Tática. O traquejo de elite e o treinamento severo dessas tropas garantiram que todos os alvos fossem cercados e contidos sem qualquer margem para fuga ou reação. Na capital, três equipes especializadas da Polícia Civil prestaram apoio imediato para dar cumprimento às ordens judiciais.
O peso institucional da operação contou ainda com o empenho direto de 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público e 11 agentes fiscais da Receita Federal. O sucesso desta ação integrada reafirma o compromisso inabalável do Estado na asfixia financeira das organizações que tentam fraudar as instituições públicas. O portal Plantão 190 Brasil seguirá acompanhando os desdobramentos de cada prisão, a identificação dos laranjas e as próximas fases da fiscalização que limpa o interior paulista. Compartilhe este relato da soberania da justiça e continue acompanhando as operações que honram o nosso território. O lema permanente das nossas tropas nas ruas é e sempre será defender a sociedade com Força&Honra.
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CATEGORIA: Operacional
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TAGS: Operação Rei do Pix, Gaeco, 9º Baep, Catanduva, desvio de dinheiro, fraude licitação
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